Alemanha quer cortar preços de energia antes de eleições em setembro

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 13:43 BRST
 

BERLIM, 28 Jan (Reuters) - A Alemanha planeja cortar os preços de energia elétrica para os consumidores perto das eleições nacionais de setembro, compartilhando o custo da mudança para energia renovável de forma mais equilibrada com as empresas.

O ministro do Meio Ambiente, Peter Altmaier, disse que as leis seriam aprovadas até 1o de agosto deste ano, limitando os aumentos de subsídios aos produtores de energia renovável por dois anos e permitindo que as "tarifas renováveis" para novas instalações sejam suspensas por alguns meses.

"Não é aceitável que os consumidores de eletricidade continuem assumindo todos os riscos dos custos futuros por conta própria", afirmou a jornalistas o ministro, que é do partido conservador da chanceler alemã, Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU).

A proposta de Altmaier precisaria da aprovação do Ministério da Economia, gerido pelos Democratas Livres (FDP), aliados dos conservadores, bem como do apoio de 16 Estados federais da Alemanha, muitos dos quais são administrados pela oposição de centro-esquerda.

Altmaier, assessor próximo de Merkel, foi encarregado da pasta de Meio Ambiente no ano passado para enfrentar uma dramática reviravolta na energia nuclear após o desastre de Fukushima, no Japão. A Alemanha abandonou planos de manter suas usinas nucleares em funcionamento e, em vez disso, comprometeu-se com um aumento expressivo nas fontes de energia renováveis.

O consequente aumento no custo de energia elétrica para os consumidores alemães e preocupações da indústria sobre o risco de blecautes representam uma ameaça potencial à candidatura de Merkel para um terceiro mandato nas eleições de setembro.

CONVOCANDO TODOS OS PARTICIPANTES

O plano de Altmaier prevê uma sobretaxa de energia renovável inalterada de 5,287 centavos por kilowatt-hora neste ano e no próximo, sendo que qualquer aumento nos anos seguintes seria limitado a 2,5 por cento ao ano, disse ele.

Além disso, a chamada "Energie-Soli", ou tarifa solidária de energia, buscaria contribuições de proprietários de instalações renováveis existentes, incluindo energia eólica, de até 300 milhões de euros (404 milhões de dólares) no total.   Continuação...