Soldados do Mali descobrem esconderijos de armas de rebeldes

terça-feira, 29 de janeiro de 2013 16:53 BRST
 

Por Richard Valdmanis e Adama Diarra

DOUENTZA/GAO, Mali, 29 Jan (Reuters) - Soldados malineses apoiados por franceses vasculharam casa por casa de Gao e Timbuktu nesta terça-feira, descobrindo armas e explosivos abandonados por combatentes islâmicos, e a França disse que iria transferir as operações de segurança de longo prazo para as tropas africanas.

Soldados malineses e franceses retomaram as duas cidades do Saara, no norte do Mali, praticamente sem oposição durante o final de semana, depois de uma ofensiva liderada pelos franceses que durou 18 dias e empurrou os militantes aliados da Al Qaeda de volta para esconderijos no deserto e nas montanhas.

Soldados do governo malinês vasculharam as cidades ao longo do rio Níger e seus bairros de ruelas empoeiradas e casas de barro. Em Gao, prenderam pelo menos cinco supostos rebeldes islâmicos e simpatizantes, entregues pelo povo local, e descobriram esconderijos de armas e dinheiro falso.

Os moradores relataram saques em lojas de árabes e tuaregues no Timbuktu, suspeitos de terem ajudado os islamistas que ocuparam a famosa sede de aprendizado islâmico, patrimônio mundial da Unesco, desde o ano passado.

Combatentes islâmicos fugitivos incendiaram uma biblioteca de Timbuktu que abrigava manuscritos antigos inestimáveis, danificando muitos.

Fontes do exército malinês disseram à Reuters que grupos de combatentes islâmicos armados, a pé para evitar os bombardeios aéreos franceses, ainda estavam escondidos nas savanas e desertos ao redor de Gao e Timbuktu e perto das principais rodovias que levavam até essas cidades, partes dela ainda inseguras.

O país da África ocidental está em um limbo político desde que um golpe, em março de 2012, provocou uma tomada de poder rebelde do norte.

A França, que enviou cerca de 3.000 soldados ao Mali a pedido do governo africano, diz que quer passar o bastão das operações de longo prazo ali para uma força africana maior e patrocinada pela ONU, conhecida como Afisma, que está sendo levada ao país.   Continuação...