Menina paquistanesa que levou tiro do Taliban passa bem após operação

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 17:39 BRST
 

LONDRES, 4 Fev (Reuters) - Uma estudante paquistanesa que foi submetida a uma cirurgia reconstrutiva na Grã-Bretanha depois que o Taliban atirou em sua cabeça disse, nesta segunda-feira, que se sente muito melhor e está concentrada em sua missão de ajudar os outros.

Uma equipe de médicos realizou no sábado uma operação de cinco horas em Malala Yousufzai, de 15 anos, para emendar partes de seu crânio com uma placa de titânio e ajudar a restaurar sua audição do lado esquerdo com um implante cócleo.

Falando 24 horas depois de despertar da cirurgia no hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, na Inglaterra, Malala disse que já estava andando.

"Posso andar um pouquinho, posso falar e estou me sentindo melhor", disse ela de seu leito de hospital em um vídeo divulgado pelo hospital.

"Acho que vou ficar melhor muito rápido, e não haverá problemas. Acontece que minha missão é a mesma, ajudar as pessoas, e vou fazer isso", disse.

Malala levou um tiro na cabeça à queima-roupa em outubro do Taliban por defender a educação para meninas, e foi levada à Grã-Bretanha para tratamento.

Os médicos do hospital disseram que ficaram impressionados com sua recuperação até agora e estavam esperançosos de que ela receba alta em breve, descrevendo-a como focada e entusiasmada.

"Ela deveria estar sentindo pena de si mesma 24 horas depois de uma operação como aquela, não falando sobre ajudar outras pessoas", disse Dave Rosser, diretor médico do hospital.

O ataque à garota aconteceu quando ela deixava a escola no vale de Swat, e provocou críticas internacionais. A menina se tornou símbolo da resistência aos esforços do Taliban de negar educação às mulheres.

(Reportagem de Alice Baghdjian)

 
A estudante paquistanesa Malala Yosufzai, que levou um tiro na cabeça por defender a educação feminina, senta-se em sua cama de hospital em figura não datada tirada em Birmingham, na Inglaterra. 4/02/2013 REUTERS/Queen Elizabeth Hospital/Divulgação