Polêmica se acirra, mas Obama mantém esforço por reforma imigratória
Por Matt Spetalnick e Richard Cowan
WASHINGTON, 5 Fev (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, tentará nesta semana dar impulso à reforma da imigração, apesar da crescente resistência de alguns republicanos à possibilidade de concessão da cidadania norte-americana a estrangeiros que estão hoje em situação ilegal.
Obama terá nesta terça-feira uma série de reuniões com executivos empresariais, sindicalistas e militantes progressistas, e enviou a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, ao Sudoeste dos EUA para divulgar os esforços do governo na proteção das fronteiras.
O presidente também deve abordar o tema da reforma imigratória no seu importante discurso anual do Estado da União, em 12 de fevereiro.
Depois de manterem a questão em segundo plano durante os últimos quatro anos, os republicanos foram punidos nas urnas em 2012 pelo eleitorado hispânico, e agora se mostram mais dispostos a aceitar uma reforma.
Mas já surgiram diferenças entre a proposta de Obama e as sugestões de um grupo bipartidário do Senado que também elabora sugestões para esse tema.
Obama quer oferecer aos 11 milhões de imigrantes indocumentados nos EUA um processo claro para chegarem à cidadania, o que incluiria o pagamento de multas, a verificação de antecedentes criminais e a necessidade de voltar "ao fim da fila", atrás de solicitantes legais.
O presidente já disse que a Casa Branca vai apresentar seu próprio projeto ao Congresso se os parlamentares não agirem rapidamente.
Republicanos influentes querem deixar a questão da concessão da cidadania para uma segunda etapa, priorizando a questão da vigilância nas fronteiras - uma vinculação que Obama e a maioria dos demais democratas acham difícil de aceitar. Continuação...

