Obama planeja visitar Oriente Médio em possível pressão pela paz

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013 18:55 BRST
 

WASHINGTON, 5 Fev (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve visitar Israel, a Cisjordânia e a Jordânia nos próximos meses, disse a Casa Branca nesta terça-feira, abrindo a perspectiva de uma nova iniciativa diplomática norte-americana pela retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos.

Será a primeira viagem de Obama a Israel como presidente, num sinal de que o volátil Oriente Médio deve se tornar uma prioridade do seu segundo mandato.

A Casa Branca não citou as datas da viagem, mas o Canal 10 da TV israelense disse, citando fontes não identificadas em Washington, que o presidente visitará o país em 20 de março.

Os governos dos EUA e de Israel disseram que Obama e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discutiram a visita durante um telefonema em 28 de janeiro.

O evento será uma oportunidade para que Obama e Netanyahu melhorem suas relações, notoriamente turbulentas, e encontrem pontos de consenso diante dos muitos problemas da região, que incluem também o impasse com o Irã por causa do seu programa nuclear e a guerra civil na Síria.

Netanyahu está atualmente formando uma nova coalizão de governo depois do surpreendente avanço da centro-esquerda nas eleições israelenses do mês passado, o que assessores de Obama acreditam que poderá servir para aproximar mais os dois líderes.

"O início do segundo mandato do presidente e a formação de um novo governo israelense oferecem a oportunidade de reafirmar os laços profundos e duradouros entre os Estados Unidos e Israel e discutir o caminho a seguir sobre uma série de questões de preocupação mútua, incluindo Irã e Síria", disse a Casa Branca.

O porta-voz da Casa Branca Jay Carney disse que Obama também pretende visitar a Cisjordânia para se reunir com líderes palestinos e para a Jordânia, considerada um pilar no processo de paz entre israelenses e palestinos, para "discutir questões bilaterais e regionais de interesse mútuo."

(Por Matt Spetalnick, com reportagem adicional de Ari Rabinovitch, em Jerusalém)