Cúpula islâmica apoia governo do Mali e omite França

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 15:26 BRST
 

CAIRO, 7 Fev (Reuters) - Líderes de nações islâmicas declararam apoio nesta quinta-feira para a unidade e integridade territorial do Mali e condenaram o terrorismo no Estado da África ocidental, mas não disseram nada sobre a intervenção militar francesa para expulsar os combatentes islamistas.

Uma resolução adotada em uma cúpula de dois dias da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) apoiou o envio de uma missão militar internacional ao Mali sob a liderança africana e pediu um planejamento para eleições presidenciais e parlamentares.

A omissão de qualquer menção à França refletiu constrangimento com a apelação a uma ex-potência colonizadora em um país islâmico, mesmo que os 57 membros da OCI tenham condenado "o terrorismo e o extremismo e os ataques a locais históricos no Mali".

A França enviou soldados e aviões de combate no mês passado a pedido do governo malinês para conter os combatentes afiliados à Al Qaeda que haviam capturado o norte do país e avançavam para a capital, Bamako, e ajudar as forças malinesas a retomar as cidades do norte.

O presidente senegalês, Macky Sall, presidente da OCI, saudou a ação francesa em seu discurso na quarta-feira, mas outros países relutaram em se referir a ela.

As forças malinesas e francesas ainda combatem os rebeldes no Saara, diante da maior cidade do Mali, depois de um avanço relâmpago no qual autoridades francesas disseram que centenas de combatentes foram mortos. Um piloto de helicóptero francês foi morto no primeiro dia da intervenção.

(Por Paul Taylor)