China e Japão voltam a ter atrito por ilhas disputadas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 10:28 BRST
 

Por Michael Martina

PEQUIM, 8 Fev (Reuters) - China e Japão voltaram a trocar farpas nesta sexta-feira devido a manobras militares nos arredores de ilhas disputadas pelos dois países, aumentando a tensão que há meses domina as relações entre as duas maiores economias asiáticas.

No final de janeiro, o Japão acusou uma embarcação militar chinesa de direcionar seu radar para um navio da Marinha japonesa no mar do Leste da China. Em sua primeira declaração sobre o caso, o ministério da Defesa de Pequim rejeitou a queixa, dizendo que a "causa de raiz" da tensão está na forma intrusiva como o Japão monitora as embarcações chinesas.

Mas um funcionário japonês rejeitou essa explicação, dizendo que as ações chinesas podem ser perigosas no entorno das ilhas, conhecidas como Diaoyu pela China, e como Senkaku pelo Japão, e supostamente ricas em gás e petróleo.

Em nota divulgada na noite de quinta-feira, o ministério chinês disse que a queixa japonesa "não se encaixa nos fatos", e que o navio chinês, realizando exercícios de rotina, não fez mira para disparar no destroier japonês.

De acordo com a nota, o Japão "fez comentários irresponsáveis que exageraram a chamada ameaça chinesa, criaram tensão imprudentemente e induziram a opinião pública mundial ao erro".

"Os navios de guerra e aviões japoneses têm com frequência conduzido longos períodos de monitoramento a curta distância e vigilância de navios e aviões da China", disse o ministério. "Essa é a causa de raiz das questões de segurança aéreas e marítimas entre China e Japão."

Em Tóquio, o chefe de gabinete do governo, Yoshihide Suga, disse em entrevista coletiva que seu país não poderia aceitar a explicação chinesa, e que a acusação japonesa foi feita após uma cuidadosa análise.

"Pedimos à China que adote medidas sinceras para evitar ações perigosas que possam causar uma situação de contingência."   Continuação...