8 de Fevereiro de 2013 / às 15:28 / 5 anos atrás

Asteroide pode ter matado dinossauros mais rápido do imaginado

Por Irene Klotz

CABO CANAVERAL, Flórida, 8 Fev (Reuters) - Um estudo recente feito nos Estados Unidos mostrou que os dinossauros foram extintos cerca de 33 mil anos após um asteroide ter atingido a Terra, ou seja, muito mais cedo do que os cientistas acreditavam. Além disso, o asteroide pode não ter sido a única causa do fim da espécie, de acordo com o trabalho divulgado na-feira.

O clima da Terra poderia estar em um ponto de inflexão quando um asteroide enorme colidiu com a região que é agora a Península de Yucatán, no México, e provocou temperaturas congelantes que dizimaram os dinossauros, disseram os pesquisadores.

Acreditava-se que se situava em até a 300 mil anos o período entre a chegada do asteroide, marcada por uma cratera de 180 quilômetros de extensão perto de Chicxulub, no México, e a extinção dos dinossauros.

No entanto, o novo estudo, baseado em técnicas de datação radiométrica de alta precisão, indica que os eventos ocorreram num intervalo de 33 mil anos.

Outros cientistas questionaram se os dinossauros morreram antes do impacto do asteroide.

“Nosso trabalho basicamente coloca um prego no caixão”, disse o geólogo Paul Renne, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

A teoria de que a extinção dos dinossauros cerca de 66 milhões de anos atrás estava ligada ao impacto de um asteroide foi proposta pela primeira vez em 1980. A maior parte da prova era a chamada cratera Chicxulub cratera, ao largo da costa de Yucatán, no México.

Acredita-se ter sido formada por um objeto de cerca de 10 quilômetros de largura que derreteu a rocha assim que bateu em solo, lançando à atmosfera detritos que se espalharam pelo planeta. Esferas conhecidas como tektites e outros materiais que comporiam o asteroide ainda são encontrados hoje em todo o mundo.

Renne e colegas reexaminaram tanto a data da extinção dos dinossauros como a formação da cratera e descobriram que eles ocorreram dentro de uma janela de tempo muito mais apertado no tempo do que anteriormente conhecido.

“Os dados anteriores ... na verdade diziam que eles (os tektites e a cinza) eram diferentes em idade, que diferiam em cerca de 180 mil anos e que a extinção aconteceu antes do impacto, o que impediria totalmente que existisse uma relação causal”, afirmou Renne, que estuda as relações entre extinções em massa e vulcanismo.

O estudo, publicado na revista Science, resolve as incertezas existentes quanto ao período relativo de tempo em que ocorreram os eventos, observa Heiko Palike do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade de Bremen, na Alemanha.

Renne, por exemplo, não acredita que o impacto de um asteroide possa ter sido a única causa do desaparecimento dos dinossauros. Ele diz que os ecossistemas já estavam em estado de deterioração, devido a uma grande erupção vulcânica na Índia, quando o asteroide atingiu o planeta.

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