Manter direitos às mulheres no Afeganistão é crucial, diz general dos EUA

sábado, 9 de fevereiro de 2013 19:18 BRST
 

Por Amie Ferris-Rotman

CABUL, 9 Fev (Reuters) - Avançar nos direitos das mulheres no Afeganistão é crucial para impedir que o Taliban imponha novamente sua visão radical do Islã assim que a maioria das tropas estrangeiras deixar o país até o final de 2014, disse neste sábado o comandante das forças norte-americanas e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

As mulheres afegãs retomaram direitos básicos à educação, voto e emprego desde que o Taliban foi tirado do poder, em 2001, mas há crescentes temores de que tais vitórias podem se esvair enquanto as forças ocidentais se preparam para deixar o país, e o governo afegão tenta dialogar com o grupo.

O general norte-americano John Allen afirmou que o Taliban terá que abrandar sua visão para ganhar aceitação em um Afeganistão que se abriu desde a saída do grupo.

"Será muito difícil para o Taliban se impor novamente, a não ser que haja uma mudança fundamental em sua abordagem filosófica", disse o general à Reuters em seu escritório em Cabul.

"Se eles quiserem se tornar algo palatável para os cidadãos afegãos, terão de abrandar algumas dessas qualidades intransigentes de sua natureza, de como eles tratavam as mulheres e como, eu creio, eles tratarão as mulheres", afirmou o general.

Ele falou um dia antes de entregar o comando para o general Joseph Dunford, encerrando 19 meses de liderança sobre um dos períodos mais difíceis da guerra chefiada pela Otan e que já chega ao seu 11º ano.

GAROTAS NA ESCOLA

Allen afirmou que o grande esforço para educar as garotas, com matrículas chegando a quase quatro milhões, contra zero dos tempos de Taliban, é crucial para mudar a opinião pública no país de 30 milhões de pessoas.   Continuação...