Agências humanitárias enfrentam violência e prisões no Sudão do Sul

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 16:16 BRST
 

Por Hereward Holland

JUBA, 11 Fev (Reuters) - As agências humanitárias que trabalham no Sudão do Sul, um dos países mais pobres do mundo, estão sob ameaça constante de membros dos serviços de segurança que os espancam ou os prendem ou confiscam seus equipamentos, afirmou a Organização das Naçòes Unidas (ONU) nesta segunda-feira.

O Sudão do Sul tem lutado para reformular seus serviços de segurança desde que se separou do Sudão em 2011, após uma longa guerra civil que o deixou repleto de armas.

Grupos de direitos humanos regularmente acusam o exército do Sudão do Sul, uma combinação de ex-guerrilheiros mal treinados conhecidos como SPLA, de abusos contra civis.

Vincent Lelei, chefe no país do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, disse que o número de incidentes que dificultam o trabalho das agências humanitárias saltou quase 50 por cento no ano passado.

O Sudão do Sul está no último lugar de quase todos os índices de desenvolvimento e seu governo depende muito das Nações Unidas e de outras agências humanitárias para fornecer cuidados de saúde, alimentação, educação e infraestrutura.

"Recebemos pelo menos 61 relatos de trabalhadores humanitários que foram espancados enquanto faziam seu trabalho, muitos deles por forças de segurança do Estado", afirmou Lelei à Reuters em uma entrevista.

Ele contou que 78 trabalhadores humanitários foram arbitrariamente detidos, e em seguida, liberados, em 2012, e que 79 veículos foram apreendidos pelo exército ou outros grupos armados.

Além disso, a burocracia impede o trabalho diário das agências e atrasa vistos e autorizações de trabalho, afirmou Lelei.   Continuação...