Brasil espera ser 1o país a receber novo papa

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 19:13 BRST
 

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 11 Fev (Reuters) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) espera que a primeira viagem internacional do novo pontífice seja ao Rio de Janeiro, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), após ser surpreendida com a notícia de renúncia do papa Bento 16 nesta segunda-feira.

Bento 16 estava com presença prevista na JMJ, organizada pela primeira vez em 1985 pelo papa João Paulo 2o. O evento deve reunir milhões de católicos do mundo todo, sobretudo jovens, de 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro.

"Vamos rezar para ter a presença do novo santo padre na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro", disse o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, em entrevista à Reuters.

Apesar da perda de milhões de fiéis diante do rápido crescimento dos evangélicos e de outras religiões, o Brasil ainda apresenta um maior número mundial de católicos --mais de 120 milhões, ou cerca de 65 por cento da população, de acordo com números do censo 2010.

Segundo dom Leonardo, os preparativos para a JMJ devem continuar normalmente apesar do anúncio da renúncia de Bento 16, e será "uma honra e uma alegria receber o novo papa em sua primeira visita ao exterior".

O biólogo Thiago Pereira Gomes, 22, voluntário da JMJ, mostrou otimismo com a vinda do papa ao Brasil.

"Ele (Bento 16) não vindo, virá outro tão santo quanto ele. Acredito que a escolha vai ser bem feita e a gente vai esperar, porque eu, como voluntário da JMJ, estava ansioso pela visita, então espero que venha pelo menos um sucessor dele e possa continuar nos abençoando", disse Gomes, após missa na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel, no Rio.

Em entrevista coletiva, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, disse "que os trabalhos da Jornada Mundial da Juventude continuam da mesma forma como estavam sendo preparados", acrescentando que também espera a visita do novo papa durante o evento.

"Às vezes falando com ele (Bento 16), ele sempre dizia que os papas sempre vêm às jornadas, dizendo inclusive que ele ou o seu sucessor viriam", disse o arcebispo.   Continuação...