Líbia precisa de ajuda para proteger fronteiras, diz ministro

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 17:43 BRST
 

Por John Irish

PARIS, 12 Fev (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da Líbia pediu nesta terça-feira que aliados árabes e ocidentais ajudassem a selar as fronteiras de seu país para impedir que rebeldes islamistas derrotados vindos do Mali entrassem e desestabilizassem ainda mais o país produtor de petróleo.

O governo de Trípoli, que já luta para impor a segurança dois anos depois de derrubar Muammar Gaddafi, teme que combatentes ligados a Al Qaeda, expulsos do Mali por uma ofensiva francesa, possam buscar refúgio em seu vasto e deserto território.

Vários grupos rebeldes separatistas e islamistas já se aproveitaram do caos no Mali e da derrubada de Gaddafi e outros autocratas pela "Primavera Árabe" para construir seus arsenais e se mover livremente pelas fronteiras vulneráveis do Norte e Oeste da África.

A crise malinesa - onde grupos rebeldes tomaram dois terços do país no ano passado, provocando temores de que pudessem transformar a região em uma base de ataques militantes - foi em parte provocada por um fluxo de combatentes tribais originalmente armados na Líbia.

"Se quisermos evitar que voltem, temos que selar as fronteiras", disse Mohammed Abdelaziz depois de uma reunião em Paris entre os países que ajudaram a derrubar Gaddafi.

A França reuniu delegações de Estados Unidos, Grã-Bretanha, nações árabes, Organização das Nações Unidas e União Europeia para discutir maneiras de estabilizar a Líbia, embora nada tangível tenha sido decidido.

Falando com a Reuters, Abdelaziz disse que tinha recebido promessas da França, da Grã-Bretanha, da Turquia e de outros países de fornecimento de apoio técnico e equipamento, mas que era necessário muito mais para proteger os 4 mil quilômetros (km) de fronteira de seu país.

"Não podemos deslocar pessoal treinado sem a tecnologia desenvolvida o bastante para vigilância ou para patrulhar as fronteiras de maneira adequada. Não seremos capazes de protegê-las. Precisamos chegar a um acordo mais tarde com esses países sobre que serviços temos que pagar e que serviços nos podem ser dados de graça", ele disse.   Continuação...