14 de Fevereiro de 2013 / às 11:43 / em 5 anos

Vizinhos reagem com firmeza a teste nuclear norte-coreano

Por Ju-min Park e Kiyoshi Takenaka

Ativistas sul-coreanos protestam contra a Coreia do Norte, em Seul. A Coreia do Sul disse nesta quinta-feira que pode bombardear a vizinha Coreia do Norte caso se sinta na iminência de sofrer um ataque, e mobilizou um novo tipo de míssil de alta precisão, dois dias depois de um teste de bomba atômica feito pela terceira vez pelo Norte, desafiando as proibições da ONU. 12/02/2013 REUTERS/Kim Hong-Ji

SEUL/TÓQUIO, 14 Fev (Reuters) - A Coreia do Sul disse nesta quinta-feira que pode bombardear a vizinha Coreia do Norte caso se sinta na iminência de sofrer um ataque, e mobilizou um novo tipo de míssil de alta precisão, dois dias depois de um teste de bomba atômica feito pela terceira vez pelo Norte, desafiando as proibições da ONU.

Estados Unidos, Japão, Europa e até a China, única aliada importante do regime comunista norte-coreano, também recriminaram o teste.

A Coreia do Norte diz que o teste serviu para reforçar suas defesas diante da hostilidade dos EUA, e repetiu seu alerta de que poderá realizar ações ainda mais agressivas caso sofra novas sanções.

Um porta-voz do ministério sul-coreano da Defesa disse que o novo míssil do país “é uma arma guiada com precisão, que pode identificar e atingir a janela do gabinete da liderança norte-coreana”.

O Japão, que teria pouca capacidade de reagir a uma ameaça norte-coreana, por causa de restrições impostas por sua Constituição pacifista, disse ter o direito de desenvolver tal capacidade em razão das mudanças na situação regional de segurança -- mas disse não ter planos de fazer isso no momento.

“Quando uma intenção de atacar o Japão for evidente, a ameaça for iminente, e não houver outras opções, o Japão está autorizado por lei a realizar ataques contra alvos inimigos”, disse o ministro da Defesa, Itsunori Onodera, em entrevista à Reuters.

“Dado o ambiente político do Japão e a diplomacia orientada para a paz que temos observado, esta não é a hora de fazer tais preparativos, mas precisamos observar cuidadosamente o mutante ambiente de segurança na região”, acrescentou.

Qualquer sinal de desenvolvimento militar do Japão deve irritar os vizinhos China e Coreia do Sul, que têm vívidas memórias das agressões imperialistas japonesas no século 20. De qualquer forma, é improvável que os Estados Unidos --que atuam como garantidor perante Seul e Tóquio-- permitissem uma escalada num eventual conflito com a Coreia do Norte.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, conversou por telefone com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sobre o teste nuclear norte-coreano, e reafirmou o compromisso de Washington com a segurança japonesa.

“Eles prometeram trabalhar estreitamente juntos na busca por uma ação significativa no Conselho de Segurança da ONU, e cooperar a respeito de medidas voltadas para impedir os programas nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte”, disse a Casa Branca em nota depois do telefonema.

Aparentemente, os EUA e seus aliados trabalham para endurecer as sanções financeiras ao regime norte-coreano.

Reportagem adicional de Fayen Wong, em Xangai, e Rob Taylor, em Canberra

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