14 de Fevereiro de 2013 / às 18:48 / em 5 anos

Líder democrata acusa republicanos de bloquear indicado de Obama ao Pentágono

Por Patricia Zengerle e Thomas Ferraro

WASHINGTON, 14 Fev (Reuters) - O líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, o democrata Harry Reid, acusou os republicanos nesta quinta-feira de colocar o país em risco ao tentar adiar uma votação para confirmar Chuck Hagel como novo secretário de Defesa do presidente Barack Obama.

“Para o bem da nossa segurança nacional, é tempo de deixarmos de lado o teatro político”, disse Reid.

O democrata eleito por Nevada fez um apelo apaixonado pela confirmação de Hagel em meio a questionamentos sobre se ele consegue os 60 votos necessários para superar obstáculos regimentais que impeçam uma votação.

Reid acusou os republicanos de tentarem marcar pontos na cena política ao inventar motivo sobre motivo para atrasar a confirmação do novo chefe do Pentágono, incluindo a adoção pela primeira vez da obstrução para impedir a votação.

Se confirmado, Hagel substituirá o atual secretário Leon Panetta, que está se aposentando.

Os democratas, que têm permanecido unidos em apoio a Hagel, um ex-senador republicano por Nebraska, controlam 55 votos no Senado de 100 cadeiras e poderiam confirmar Hagel sem nenhum apoio dos republicanos. Uma confirmação deste tipo exige somente uma maioria simples.

No entanto, eles precisam do apoio de 60 senadores para superar os obstáculos regimentais e promover a votação.

Hagel rompeu com o Partido Republicano quando ainda era senador, ao se opor à maneira que o ex-presidente George W. Bush lidou com a Guerra do Iraque, irritando muitos de seus então colegas republicanos.

Alguns membros do partido também levantaram questionamentos sobre se Hagel, de 66 anos, é um apoiador consistente de Israel, suficientemente duro com o Irã e capaz de comandar o Pentágono.

Mais cedo, dois republicanos afirmaram que votariam pela confirmação de Hagel e vários outros afirmaram que se oporiam a imposição de barreiras regimentais, mas esses votos não impediram a continuação de uma acirrada batalha sobre a nomeação de Obama.

Um assessor democrata de primeiro escalão no Senado disse que os republicanos informaram os líderes democratas que não havia republicanos suficientes dispostos a se juntar aos democratas para obter os 60 votos necessários para realizar a votação.

Um importante assessor republicano disse que não estava claro se membros suficientes do partido se juntariam aos democratas.

Um porta-voz da Casa Branca disse que Obama ainda apoia Hagel enfaticamente e disse que o “irracional” atraso não envia um sinal positivo aos aliados dos Estados Unidos ou às tropas do país.

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