Grã-Bretanha alerta para ameaça jihadista síria na Europa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 20:54 BRST
 

LONDRES, 14 Fev (Reuters) - O prolongamento do conflito na Síria amplia o risco de que ele crie uma nova geração de militantes habituados a batalhas, capazes de constituir uma ameaça à Grã-Bretanha e a outros países europeus, disse nesta quinta-feira o chanceler britânico, William Hague.

Os comentários foram dirigidos para a Rússia, que também enfrenta problemas com militantes islâmicos e que, junto com a China, bloqueia repetidamente qualquer iniciativa do Conselho de Segurança da ONU contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, alvo de uma rebelião armada que já dura quase dois anos.

Hague disse que a Grã-Bretanha não perdeu sua fé nas revoluções da Primavera Árabe que depuseram governos autoritários nos últimos dois anos, mas alertou que a Síria é o caso mais claro do "sequestro" do movimento por militantes.

Num discurso em que delineou a estratégia britânica de combate ao terrorismo, Hague qualificou a Síria como "destino número 1 para jihadistas em qualquer lugar do mundo atualmente".

"Isso inclui diversos indivíduos ligados ao Reino Unido e a outros países europeus", disse ele a jornalistas no Real Instituto de Serviços Unidos, uma entidade de estudos em Londres.

Hague pediu à China e à Rússia que apoiem os esforços do Conselho de Segurança por uma solução negociada para o conflito, que envolve a oposição e "elementos do regime". Segundo ele, a inação internacional aumenta o risco do uso de armas químicas e biológicas no conflito sírio.