19 de Fevereiro de 2013 / às 18:52 / 5 anos atrás

Parlamento da UE hesita em esboçar lei para fixar CO2

Por Barbara Lewis e Nina Chestney

BRUXELAS/LONDRES, 19 Fev (Reuters) - Parlamentares europeus apoiaram nesta terça-feira um plano de emergência para salvar do colapso o maior mercado do mundo para licenças de carbono, mas adiaram esboçar a legislação necessária, derrubando os preços em até 20 por cento.

O mercado de carbono, um pilar da política climática da União Europeia para cortar as emissões que provocam o efeito estufa, atingiu uma série de recordes de preços baixos por causa de um enorme excedente de licenças, a maioria devido à recessão econômica na zona do euro.

O plano proposto pela Comissão, conhecido como "backload", implica remover temporariamente parte do excedente que derrubou os preços bem abaixo dos níveis necessários para tornar o investimento de baixo carbono rentável, como parte dos esforços para restringir a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.

Na terça-feira, membros do comitê ambiental do Parlamento europeu votaram 38 a favor da proposta, 25 contra e duas abstenções. Mas disseram que precisavam de tempo para decidir sobre um possível mandato para negociações sobre o texto da legislação.

Agora eles devem decidir na próxima semana se levarão a discussão direto a uma sessão do plenário do Parlamento europeu em abril, ou se vão acelerar o processo dando início à discussão legal entre o parlamento, a Comissão e os Estados-membros antes disso.

A Comissão europeia esperava que o backload fosse uma solução rápida até que houvesse uma reforma profunda, mas sofreu oposição da Polônia, Estado-membro que depende do carvão para obter a maior parte de sua energia, assim como parte da indústria e dos negócios.

As opiniões dos Estados-membros serão discutidas em uma reunião da comissão em 27 de fevereiro. A Alemanha ainda precisa tomar uma posição.

VOLATILIDADE

Os preços do carbono caíram para uma baixa de 12 dias de 4,09 euros por tonelada, comparados com a baixa histórica de menos de 3 euros por tonelada em janeiro.

O mercado se recuperou um pouco até o final do dia, caindo 8,6 por cento, a 4,68 euros.

Os operadores disseram que os preços do carbono tinham subido fortemente em antecipação de um voto positivo, alcançando 5,52 euros na segunda-feira, o mais alto em quase um mês.

"O mandato de tramitação rápida é uma opção, não uma exigência. O fato de o Parlamento não ter decidido hoje irá provavelmente se mostrar sem consequência", disse Matthew Gray, analista da Jefferies Bache.

"Além do ‘compre o rumor, venda o elemento factual', o declínio do preço provavelmente veio de operadores desapontados, que esperavam uma alta em um dia para maximizar o potencial de lucro".

Reportagem adicional de Ben Garside

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