Próximo presidente da China promete laços pacíficos com Taiwan

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 13:20 BRT
 

PEQUIM, 25 Fev (Reuters) - O chefe do Partido Comunista da China, Xi Jinping, prometeu laços de paz nesta segunda-feira durante uma reunião com uma delegação de Taiwan, o que sugere que a política do continente em relação à ilha autogovernada não vai mudar dramaticamente quando ele se tornar o presidente da China.

O desenvolvimento pacífico de laços estreitos é o dever dos novos líderes do Partido Comunista chinês, disse Xi a Lien Chan, presidente honorário do Partido Nacionalista de Taiwan, cuja visita de quatro dias à China permite uma visão antecipada de como Xi vai lidar com as relações entre os rivais políticos.

"Resguardar os interesses dos nossos compatriotas de Taiwan e expandir o seu bem-estar é a promessa solene e muitas vezes repetida dos novos líderes do Comitê Central do Partido Comunista da China", disse Xi, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

China e Taiwan são governados separadamente desde que as forças nacionalistas derrotadas fugiram para a ilha no final de uma guerra civil em 1949. Pequim nunca renunciou ao uso da força para trazer a ilha sob seu controle.

Durante anos, o estreito entre a China e Taiwan, um importante aliado dos EUA na região, é visto como um dos pontos críticos mais perigosos do mundo.

Mas as relações melhoraram significativamente desde que o presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, foi eleito em 2008. Os dois lados concordaram em uma série de acordos de comércio e turismo e a China é agora o principal mercado de exportação de Taiwan. O comércio bilateral foi de cerca de 121 bilhões de dólares no ano passado.

A tensão entre a China e os seus vizinhos, incluindo o Vietnã e as Filipinas, sobre reivindicações marítimas tornou-se uma preocupação maior para a região do que as diferenças entre China e Taiwan.

Mas apesar da melhora dos laços econômicos entre o país e a ilha, houve pouco progresso em direção à reconciliação política ou uma flexibilização da desconfiança militar.

"É claro, nós também somos bem cientes de que problemas históricos permanecem nas relações, e que haverá problemas no futuro que exigirão tempo, paciência e esforço conjunto para resolver", disse Xi.   Continuação...