Grillo se recusa a apoiar governo e aumenta crise política na Itália

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 15:50 BRT
 

Por Barry Moody

ROMA, 27 Fev (Reuters) - Uma crise política italiana que agitou a zona do euro se aprofundou nesta quarta-feira, quando dois líderes partidários descartaram as opções mais prováveis de formar um governo e evitar uma nova eleição.

O líder populista Beppe Grillo fechou a porta para sondagens feitas do chefe da centro-esquerda Pier Luigi Bersani com uma torrente de insultos, enquanto Nichi Vendola, o parceiro da coalizão júnior de Bersani, descartou uma aliança de governo com a centro-direita.

Essas duas opções são vistas atualmente como a única maneira de evitar a volta às urnas imediatamente depois da eleição de 24 e 25 de fevereiro, no qual um enorme voto de protesto contra políticos tradicionais e políticas de austeridade mergulhou a Itália num impasse.

A perspectiva de uma incerteza prolongada na terceira maior economia da zona do euro provocou quedas pronunciadas nos mercados mundiais logo depois do resultado eleitoral, mas eles se acalmaram nesta quarta-feira depois de uma sólida demanda pela dívida do governo italiano em um leilão, com títulos europeus, ações e euro mais reforçados.

A centro-esquerda ficou com a maioria das cadeiras na eleição, mas nenhum grupo tem uma maioria para governar.

O Movimento 5 Estrelas de Grillo bloqueou o controle do Parlamento pela centro-esquerda, depois de uma das maiores vitórias populistas na história europeia recente.

Bersani anunciou propostas cautelosas para Grillo na terça-feira, sugerindo que poderia haver acordo em uma lista curta de medidas comuns a ambos os lados.

Mas ele disse que os que apoiavam um governo de centro-esquerda teriam que apoiá-lo em um voto de confiança, que seria vital antes que ele fosse instalado.   Continuação...

 
O ativista e comediante do movimento Cinco Estrelas Beppe Grillo participa de comício eleitoral em Siena, Itália. O líder populista Beppe Grillo fechou a porta para sondagens feitas do chefe da centro-esquerda Pier Luigi Bersani com uma torrente de insultos, enquanto Nichi Vendola, o parceiro da coalizão júnior de Bersani, descartou uma aliança de governo com a centro-direita. 24/01/2013 REUTERS/Stefano Rellandini