CORREÇÃO-Protesto contra pena de morte a islâmico deixa 30 mortos em Bangladesh

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 18:23 BRT
 

(Corrige no último parágrafo referência à primeira-ministra Sheikh Hasina, em vez de primeiro-ministro, como publicado anteriormente)

Por Anis Ahmed

DACA, 28 Fev (Reuters) - Um tribunal de Bangladesh condenou à morte um líder do partido islâmico nesta quinta-feira, provocando protestos generalizados de partidários, em que pelo menos 30 pessoas morreram.

Delwar Hossain Sayedee, de 73 anos, vice-presidente do partido Jamaat-e-Islami, foi considerado culpado por assassinatos em massa, estupros, incêndios criminosos, saques e por forçar a minoria hindu a se converter ao islã durante a guerra pela independência do Paquistão, em 1971, afirmaram advogados e autoridades do tribunal.

O partido religioso, conhecido simplesmente como Jamaat, tinha convocado uma greve em todo o país por todo o dia em antecipação ao veredicto contra Sayedee, o terceiro alto membro do partido a ser condenado pelo tribunal criado para investigar abusos durante a guerra pela independência.

Policiais, testemunhas e a mídia disseram que pelo menos 15 pessoas foram mortas e que cerca de 200 ficaram feridas em confrontos entre ativistas do Jamaat e policiais, conforme a violência irrompeu em vários distritos.

Os manifestantes atearam fogo a um templo hindu e a várias casas no distrito de Noakhali, ao sul de Daca, disseram repórteres. No bazar de Cox, no sudeste, eles atacaram um acampamento da polícia.

Milhares de pessoas na praça de Shahbag, na capital, que apoiam o tribunal e têm protestado há semanas para exigir a maior penalidade para os criminosos de guerra, explodiram em aplausos quando a sentença foi anunciada.

Sayedee parecia desafiador e se manteve calmo no banco dos réus, conforme juízes liam o veredicto, disseram testemunhas.   Continuação...