Berlusconi é investigado em novo caso de corrupção
ROMA, 28 Fev (Reuters) - O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que luta por uma divisão de poder após a eleição desta semana no país, foi colocado sob investigação por suspeita de subornar um senador para mudar de lado no Parlamento em 2006, disseram fontes da investigação nesta quinta-feira.
Dois dos advogados de Berlusconi, Niccolo Ghedini e Piero Longo, disseram que ainda não tinham recebido nenhuma notificação oficial sobre a investigação por parte dos magistrados de Nápoles, e que não comentariam até que fossem informados oficialmente.
As novas acusações acontecem enquanto os partidos italianos, incluindo o grupo de centro-direita de Berlusconi Povo da Liberdade (PDL), travam uma disputa para formar um governo após a eleição inconclusiva desta semana, que não resultou em nenhum partido com maioria no Parlamento.
Os promotores estão investigando alegações de que o senador, Sergio de Gregorio recebeu 3 milhões de euros (3,9 milhões de dólares) para deixar seu partido e se juntar ao PDL, disseram as fontes a agências de notícia italianas.
O movimento de De Gregorio ajudou a desencadear a queda do governo passado de centro-esquerda, liderado por Romano Prodi.
Nenhum comentário estava imediatamente disponível do lado dos advogados de De Gregorio.
O PDL não confirmou a investigação, mas um comunicado do secretário do partido Angelino Alfano disse que "a agressão por magistrados contra Silvio Berlusconi está começando de novo". Ele disse que o partido vai organizar uma manifestação "para defender a soberania do Povo da Liberdade e da democracia italiana".
Em um caso separado, os promotores de Reggio Emilio abriram uma investigação sobre a promessa de campanha de Berlusconi de devolver impostos sobre propriedade pagos no ano passado, se a centro-direita vencesse as eleições.
O caso foi aberto após duas queixas formais apresentadas por cidadãos, alegando que a oferta constituía compra de votos. O PDL disse em comunicado que a investigação era "uma ação ilógica que visa intimidar alguém a quem os magistrados não gostam". Continuação...

