EUA darão apoio médico e alimentar a rebeldes sírios, mas não armas

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 13:47 BRT
 

Por Arshad Mohammed e Khaled Yacoub Oweis

ROMA, 28 Fev (Reuters) - Os Estados Unidos vão enviar ajuda não letal diretamente aos rebeldes sírios pela primeira vez, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, nesta quinta-feira, decepcionando opositores do presidente Bashar al-Assad que estão clamando por armas do Ocidente para o conflito.

Mas, em uma mudança de ênfase, o encontro do grupo "Amigos da Síria", formado por países principalmente ocidentais e árabes, em Roma, "enfatizou a necessidade de mudar o equilíbrio de poder em terra".

Um comunicado final disse que os participantes "coordenariam seus esforços de perto, a fim de melhor capacitar o povo sírio e apoiar o Comando Militar Supremo do Exército Livre da Síria em seus esforços para ajudá-los a exercer a autodefesa".

Mais de 70 mil sírios foram mortos em um conflito feroz que começou com protestos anti-Assad pacíficos há quase dois anos. Cerca de 860 mil fugiram para o exterior e vários milhões estão deslocados dentro do país ou precisam de assistência humanitária.

Kerry, depois das conversações em Roma, disse que Washington vai mais do que duplicar a sua ajuda para a oposição civil síria, dando-lhe mais 60 milhões de dólares para ajudar a fornecer alimentação, saneamento e assistência médica para comunidades devastadas.

Os Estados Unidos agora "estenderiam os suprimentos alimentares e médicos para a oposição, incluindo o (Conselho) Militar Supremo", disse Kerry.

Em seu comunicado, os "Amigos da Síria" prometeram mais apoio político e material para a Coalizão Nacional Síria, um grupo com sede no Cairo que tem lutado para ganhar força dentro da Síria, especialmente entre as forças rebeldes díspares.

Riad Seif, um líder da coalizão, afirmou antes da reunião de Roma que a oposição iria exigir "apoio militar qualitativo".   Continuação...