Prefeito de grande cidade da Venezuela é preso em investigação de corrupção

segunda-feira, 14 de outubro de 2013 08:16 BRT
 

Por Daniel Wallis e Diego Ore

CARACAS, 13 Out (Reuters) - Agentes de segurança do Estado prenderam o prefeito da terceira maior cidade da Venezuela por suposta corrupção após o presidente do país, Nicolás Maduro, ter pedido a legisladores poderes para governar por decreto, que ele diz precisar para combater a corrupção.

O prefeito de Valência, Edgardo Parra, membro do Partido Socialista, foi preso em sua casa na noite de sábado pela agência nacional de inteligência Sebin, disse um representante do gabinete do procurador-geral. Foi a prisão de um político de mais alto nível até agora, na campanha anti-corrupção do presidente.

A oposição na Venezuela diz que o pedido de Maduro por mais poderes, feito na semana passada, tem o combate da corrupção apenas como pretexto. O governo nega, e diz que a prisão de Parra prova que o governo irá combater a corrupção onde quer que ela exista.

"Nós não vamos proteger quem comete crimes envolvendo recursos públicos, que são sagrados, porque isso é dinheiro do povo. Não há intocáveis aqui", disse à mídia estatal Francisco Ameliach, o governador do estado de Carabobo e outro membro do partido no poder.

Valência, uma cidade de cerca de dois milhões de habitantes, é a capital de Carabobo. Um comunicado do gabinete do procurador-geral disse que os agentes da Sebin tinham encontrado "elementos criminosos de interesse" durante a incursão para prender o prefeito.

O comunicado acrescentou que outras duas pessoas foram detidas e acusadas de executarem "uma espécie de gabinete paralelo", que administrava a relação de mais de uma dúzia de cooperativas e empresas com a prefeitura.

O movimento contra Parra chega antes da esperada aprovação da Assembleia Nacional da solicitação de Maduro para obter poderes de decreto durante 12 meses, em um processo usado pela última vez durante o governo de 14 anos de seu antecessor, o falecido Hugo Chávez.

Maduro diz que os poderes são essenciais para que ele possa intensificar uma campanha anti-corrupção que incluiu a prisão do chefe de uma grande empresa estatal de mineração, e que descobriu o roubo de 84 milhões de dólares de um fundo financiado parcialmente pela China.

(Por Daniel Wallis e Diego Ore)