14 de Maio de 2014 / às 15:58 / 4 anos atrás

Polícia chinesa acusa ex-chefe da GSK China de corrupção

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A polícia chinesa disse nesta quarta-feira que havia acusado de corrupção o ex-chefe da farmacêutica GlaxoSmithKline na China, além de outros colegas, depois de uma investigação indicar que a companhia ganhou bilhões de iuanes com elaborados esquemas para subornar médicos e hospitais.

Mark Reilly e dois executivos chineses, Guowei Zhang e Zhao Hongyan, também eram suspeitos de subornar funcionários dos departamentos da indústria e comércio em Pequim e Xangai, noticiou a agência oficial de notícias Xinhua, citando a polícia na província de Hunan.

Este é o maior escândalo de corrupção a atingir uma empresa estrangeira na China desde um caso envolvendo a Rio Tinto <RIO.L RIO.AX> em 2009, que resultou na prisão de quatro executivos, incluindo um australiano, por um período de sete a 14 anos.

A GSK é a maior fabricante de medicamentos da Grã-Bretanha.

“Departamentos (da GSK) ofereceram subornos a médicos e hospitais, bem como pessoal para reforçar suas vendas. O montante envolvido estava na casa de bilhões de iuanes”, disse um funcionário do Ministério de Segurança Pública em uma conferência de imprensa em Pequim.

As acusações - que carregam uma pena máxima de prisão perpétua no caso de suborno - foram vistas como mais duras do que muitos especialistas do setor e executivos estrangeiros baseados na China esperavam.

Funcionários não deram detalhes específicos sobre a quantidade de subornos pagos ou sobre quanto exatamente a empresa ganhara ilegalmente, embora tenha previamente acusado a companhia de canalizar até 3 bilhões de iuanes (482 milhões de dólares) para agências de viagens para facilitar subornos a médicos e funcionários.

A GSK disse que estava cooperando com as autoridades.

“Queremos chegar a uma resolução que permitirá à empresa continuar a dar uma contribuição importante para a saúde e o bem-estar da China e seus cidadãos”, disse a farmacêutica em um breve comunicado divulgado em Londres, onde fica sua sede.

Por Megha Rajagopalan e Kazunori Takada

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