28 de Maio de 2014 / às 23:29 / em 3 anos

Sabesp amplia programa de incentivo à redução de consumo de água

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, ampliou o programa de incentivo à redução de consumo de água para municípios fora da região metropolitana de São Paulo.

A ampliação engloba Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pinhalzinho, Piracaia, Vargem, Hortolândia, Itatiba, Jarinu, Monte Mor, Morumgaba e Paulínia, cidades operadas pela Sabesp e que fazem parte das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jaguari, localizados na área de influência do Sistema Cantareira.

O aumento do programa ocorre diante de esgotamento do Sistema Cantareira, que nesta quarta-feira exibia nível de 6,8 por cento de volume normal aproveitável, desconsiderando o chamado “volume morto” de água que precisa ser bombeada para das represas para conseguir chegar às estações de tratamento.

O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou em 15 de maio que o volume do Sistema Cantareira tinha crescido em 18,5 pontos percentuais com o início da utilização do volume amorto.

Desde então, o nível de armazenamento de água do Sistema Cantareira, o mais importante conjunto de reservatórios de água da região metropolitana de São Paulo, vem baixando. Nesta quarta-feira o nível era de 25,3 por cento ante 26,4 por cento no dia seguinte ao início da captação do volume morto.

A ampliação do programa de desconto para cidades fora da região metropolitana vale para clientes residenciais, comerciais, industriais e públicos e terá validade para as contas emitidas a partir de junho de 2014 com vigência até o final deste ano, informou a Sabesp.

A empresa lançou o programa de incentivo à economia em fevereiro e no início de março deciciu ampliá-lo até o final do ano. No final de março, o programa foi estendido a todas as 31 cidades da região metropolitana atendidas pela companhia, sem incluir municípios do interior do Estado.

Em meados deste mês, o diretor financeiro da Sabesp, Rui Affonso, afirmou que a decretação neste momento de racionamento de água pelo lado da oferta na região metropolitana, instituindo rodízio de abastecimento de água entre bairros, seria “imprudente” e que a opção seria uma “operação de guerra”.

A crise hídrica fez a companhia fazer contingenciamento de 900 milhões de reais em seu orçamento deste ano.

Segundo a Sabesp, mesmo “no pior cenário” o volume morto garante abastecimento de água à população até março do próximo ano.

Por Alberto Alerigi Jr., edição de Luciana Bruno

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