11 de Junho de 2014 / às 22:30 / em 3 anos

Biosev estima moagem de 29 mi a 31,5 mi t de cana em 2014/15

SÃO PAULO (Reuters) - A Biosev, segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, estima moer de 29 milhões a 31,5 milhões de toneladas na safra 2014/15, já considerando o efeito da seca que afetou o centro-sul do Brasil no começo do ano, o que permitirá à empresa elevar o uso de sua capacidade instalada, disse o presidente da companhia nesta quarta-feira.

Na temporada anterior, encerrada ao final de março, a Biosev moeu 30 milhões de toneladas.

“Se nós moermos 29 milhões, que é a taxa mínima do range (intervalo), teremos uma taxa de ocupação levemente superior à deste ano”, disse Rui Chammas, presidente da Biosev, em entrevista à Reuters, para comentar os resultados da safra.

Na safra 2013/14, a taxa de utilização foi de 79 por cento. Na atual temporada, mesmo no piso da estimativa, este percentual pode chegar a 79,7 por cento, podendo chegar 86,5 por cento, se considerado o teto da estimativa da companhia.

O aumento no uso da capacidade veio em meio a um processo de reestruturação, que incluiu a interrupção da operação de uma usina, que gerou uma economia de 40 milhões de reais por mês.

Ao mesmo tempo, a empresa espera ser beneficiada por um cenário melhor de preços do açúcar e do etanol, que juntamente com a sua reestruturação.

Isso contribuir para que a Biosev volte a gerar fluxo de caixa positivo para cobrir seus investimentos, disse o executivo.

A companhia teve um prejuízo de 1,46 bilhão de reais no ciclo 2013/14, 137 por cento maior ante o ano anterior.

Chammas observou que depois de sofrer uma crise por excesso de oferta de açúcar, o retorno a situação de oferta e demanda mais equilibrada levará à recuperação dos preços de açúcar.

Consultorias e especialistas vêm reafirmando que o mundo pode ter um déficit de açúcar em 2014/15, após alguns anos de excesso de oferta que pesou sobre as cotações.

O executivo afirmou que 80 por cento do volume de açúcar da companhia exposto a preços de mercado no ciclo 2014/15 está “hedgeado”, fixado a um valor médio de 18,27 centavos de dólar por libra-peso. Ele não especificou qual era o percentual de fixação em igual período do ano anterior.

Nesta quarta-feira, o contrato mais ativo do açúcar bruto na bolsa de Nova York fechou a 16,81 centavos de dólar.

No caso da safra 2015/16, a Biosev ainda irá monitorar a condição do mercado ao longo do ano para fazer o “hedge”.

“Este vai ser o último ano que a produção de açúcar vai ficar igual ou maior à demanda no mundo. Vai voltar a ver um equilíbrio entre oferta e demanda, os estoques vão reduzir e a gente espera uma recuperação de preços a partir da próxima safra”, disse.

O executivo também vê algum espaço para melhora dos preços do etanol no país, em função da necessidade de reajustar valores para a gasolina na tentativa de reduzir a defasagem entre o preço doméstico e o internacional, o que consequentemente beneficiaria o biocombustível.

Por Fabíola Gomes

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