16 de Junho de 2014 / às 10:34 / 3 anos atrás

Merkel quer remover obstáculos ao acordo de livre comércio UE-Mercosul

BRASÍLIA (Reuters) - A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, assegurou ao Brasil no domingo que irá fazer o máximo para garantir um final bem-sucedido às negociações que já duram 15 anos para um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

Merkel, que fez uma escala em Brasília a caminho para a estreia da seleção alemã de futebol na Copa do Mundo nesta segunda-feira, afirmou que Alemanha e Brasil, as duas maiores economias na Europa e na América Latina, têm muito a ganhar com mais comércio e investimentos.

"Nós temos muito interesse em alcançar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia", ela disse em uma declaração a jornalistas após encontro com a presidente Dilma Rousseff. "Farei o que for possível para que possamos avançar e superar os obstáculos."

Dilma e Merkel discutiram a expansão na cooperação em pesquisa científica e no setor energético, incluindo energias renováveis, e joint ventures para incrementar o fluxo de investimentos.

Mas a elevação dos fluxos comerciais entre os dois países tem sido freada por conta das negociações de um acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul --que além do Brasil, é formado por Argentina, Uruguai, Paraguai e, mais recentemente, Venezuela.

As conversações em torno do acordo têm sido conduzidas desde 1999 e foram retomadas em 2010, após um congelamento de seis anos. As negociações patinaram no passado por conta dos subsídios europeus à agricultura e da abertura das indústrias do Mercosul para a competição vinda da Europa.

A União Europeia e o Mercosul deveriam ter apresentado propostas até o final do ano passado para apontar os limites de acesso livre de impostos que estão dispostos a oferecer em mercados que vão desde carne bovina a carros, para criar um pacto que envolveria 750 milhões de pessoas e um comércio anual de 130 bilhões de dólares.

O prazo final foi estendido e as listas não devem ser apresentadas antes de julho, depois da Copa do Mundo no Brasil.

Reportagem de Anthony Boadle

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