18 de Junho de 2014 / às 21:19 / em 3 anos

Índice fecha acima dos 55 mil pts com Fed e vencimento de opções

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em alta de mais de 1,5 por cento nesta quarta-feira, após o banco central dos Estados Unidos aliviar temores de que sinalizaria elevação dos juros antes do esperado.

O Ibovespa subiu 1,66 por cento, a 55.202 pontos, na máxima do pregão e em linha com a alta das bolsas norte-americanas, cujo índice S&P 500 fechou em novo recorde histórico. O índice brasileiro também foi influenciado pelo vencimento de opções sobre Ibovespa e índice futuro, que inflou o giro financeiro para 15,9 bilhões de reais e teve vitória dos investidores comprados.

Os mercados temiam que o Federal Reserve sinalizasse para uma política monetária menos expansionista nos EUA e que poderia elevar os juros antes do esperado, o que tenderia a atrair recursos atualmente aplicados em países como o Brasil.

Apesar de o Fed ter expressado confiança de que uma recuperação está em grande parte em andamento, o que permitirá que comece a elevar as taxas de juros em 2015, o mercado não viu grande mudança em sua postura.

“Embora os sinais econômicos sejam melhores, isso ainda é insuficiente para que eles estejam suficientemente convencidos a encaminhar ajustes mais fortes. O mercado manteve a percepção de que o ajuste vai ser bem cauteloso”, disse o economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto.

O Fed disse que a taxa de desemprego continua elevada, embora tenha caído; que a recuperação do setor imobiliário permanece lenta; e que as expectativas inflacionárias permaneceram estáveis a longo prazo.

A Bovespa também foi mais uma vez influenciada por expectativas em relação ao cenário eleitoral. O mercado especulou nesta quarta-feira sobre o resultado de pesquisa eleitoral que a Confederação Nacional da Indústria encomendou ao Ibope e que será divulgada na quinta-feira às 9h30, quando os mercados brasileiros estarão fechados por conta do feriado de Corpus Christi.

Na sessão anterior, a bolsa havia recuado com investidores apostando que Dilma Rousseff seria favorecida por reações contrárias aos xingamentos direcionados à presidente no partida de abertura da Copa do Mundo.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 3,71 por cento, por conta de especulações sobre a pesquisa de quinta-feira e também influenciadas pela volatilidade trazida pelo vencimento de opções sobre Ibovespa.

Papéis de bancos como Itaú Unibanco, que pressionaram a bolsa para baixo pela manhã, acabaram fechando no azul. O Banco do Brasil chegou a recuar 4 por cento, mas encerrou com desvalorização de 1 por cento.

Ações de energia ficaram entre as maiores altas, com destaque para Cemig, Cesp e Copel. Profissionais do mercado citaram chance de nova ajuda do governo federal a distribuidoras, após a agência reguladora Aneel admitir que o preço da energia de curto prazo (PLD) segue acima do que o setor pode suportar.

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