23 de Julho de 2014 / às 12:27 / 3 anos atrás

Weg tem lucro maior, mas vê deterioração "generalizada" na indústria

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de equipamentos elétricos e tintas industriais Weg (WEGE3.SA) fechou o segundo trimestre com lucro líquido de 228 milhões de reais, crescimento de 11,2 por cento sobre o resultado apurado um ano antes.

A empresa manteve projeção de investimentos de 592 milhões de reais neste ano, com destaque para implantação de novas unidades industriais na China e no México.

“Em outros mercados com menor dinamismo, os investimentos estão sendo reavaliados para que o ritmo de execução seja mais adequado à demanda efetiva”, afirmou a Weg no balanço sem citar em quais países está reavaliando investimentos.

Porém, a empresa cita que a recuperação gradual de condições econômicas e de atividade industrial de economias maduras não chegou ao Brasil, “que continuou observando contração da produção industrial”.

“Esta deterioração tem sido generalizada, com evolução negativa em praticamente todas as categorias econômicas, mesmo aquelas que haviam conseguido manter desempenho positivo ao longo do ano anterior, como os bens de capital”, afirmou a Weg.

Segundo a empresa, o ciclo de crescimento de competitividade do setor brasileiro de máquinas a partir de um novo patamar de câmbio em 2013 “está praticamente encerrado”.

“Nos produtos de ciclo longo, comumente aplicados em projetos de grande porte na indústria de processo e de infraestrutura, o mercado tem mostrado baixa atividade e concentrado em poucos segmentos específicos”.

O ponto positivo visto pela companhia no mercado brasileiro são os impactos da crise hídrica vivida pelas grandes hidrelétricas do país, que segue gerando demanda por energia eólica, pequenas centrais hidrelétricas e ampliando urgência em investimentos.

A companhia encerrou a primeira metade de 2014 com lucro líquido de 432,87 milhões de reais, uma expansão de 14,7 por cento sobre o mesmo período do ano passado.

A Weg apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 311,5 milhões de reais, praticamente estável sobre o resultado obtido um ano antes. No período, a margem passou de 18,4 para 17,1 por cento.

A companhia teve receita líquida de 1,82 bilhão de reais no segundo trimestre, crescimento de 7,2 por cento sobre o faturamento de um ano antes e de 2,1 por cento na comparação com os três primeiros meses deste ano.

A expansão na comparação anual se deu puxada por forte aumento na receita em reais com exportações, que subiu 11,5 por cento, a 921,2 milhões de reais. Já no mercado interno, a receita subiu 3,1 por cento, para 900,3 milhões de reais.

Por Alberto Alerigi Jr.

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