1 de Agosto de 2014 / às 13:03 / 3 anos atrás

Pressionada por Copa, indústria do Brasil contrai pelo 4º mês em julho, mostra PMI

Operário trabalha na linha de montagem de uma planta da Ford em São Bernardo do Campo, São Paulo. 13/08/2013.Nacho Doce

SÃO PAULO (Reuters) - Diante de efeitos negativos da Copa do Mundo, a atividade da indústria brasileira teve contração pelo quarto mês seguido em julho, com mais uma queda na produção e na entrada de novos pedidos ofuscando o aumento de funcionários, mostrou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta sexta-feira.

O PMI da indústria brasileira do Markit subiu a 49,1 em julho contra 48,7 em junho, mas esta foi a quarta vez seguida em que o índice ficou abaixo do nível de 50 que separa crescimento de contração.

Segundo o Markit, o resultado indica "uma deterioração modesta das condições operacionais", sendo que apenas os produtores de bens de capital tiveram melhora nas condições de negócios.

"Embora os dados sejam consistentes com a desaceleração da economia como um todo, também reflete rupturas provocadas pela Copa do Mundo em junho e julho", disse o economista-chefe do HSBC André Lóes.

O subíndice de produção registrou contração pelo quarto mês seguido, melhorando apenas marginalmente a 46,9 depois de atingir a mínima de 33 meses de 46,1 em junho.

Nesse quesito, os produtores de bens intermediários e de consumo registraram quedas robustas, enquanto os de bens de capital aumentaram a produção.

"Exatamente 21 por cento dos entrevistados notaram uma queda de produção, com vários citando a Copa do Mundo como a principal razão da demanda mais baixa", destacou o Markit.

O volume de novos pedidos também diminuiu pelo quarto mês seguido, e as novas encomendas para exportação tiveram queda pela primeira vez desde abril, sendo que em ambos os casos os produtores citaram os efeitos negativos da Copa do Mundo sobre a demanda global.

Por outro lado, o nível de emprego aumentou em julho diante das oscilações da demanda, interrompendo três meses de cortes. Porém, a taxa de criação de vagas foi apenas modesta, uma vez que apenas o subsetor de bens de capital registrou aumento.

A indústria brasileira vem sendo o principal peso sobre a economia brasileira, com a perspectiva de o setor encolher 1,15 por cento neste ano, segundo economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central.

A produção industrial de junho recuou 1,4 por cento, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcando o quarto mês seguido de retração na pior série de perdas desde 2010.

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