7 de Agosto de 2014 / às 16:23 / 3 anos atrás

Braskem vê preços de resina praticamente estáveis no 2o semestre

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem avalia que o cenário de preços de resina no segundo semestre deve ficar praticamente estável em relação à primeira metade do ano, não vendo movimentação relevante no valor do produto, informou o presidente-executivo da petroquímica, Carlos Fadigas, nesta quinta-feira.

“Temos visto estabilidade no preço do mercado internacional, o que sinaliza algo parecido no Brasil. Não vejo movimentação relevante no preço de resina no segundo semestre”, afirmou o executivo, que espera um crescimento nas vendas de resinas no Brasil este ano, em linha com o comportamento do Produto Interno Bruto.

A demanda brasileira por resinas termoplásticas no segundo trimestre foi de 1,311 milhão de toneladas, informou a Braskem, uma queda de 2,6 por cento em relação ao trimestre anterior, refletindo a desaceleração da economia doméstica.

Para o terceiro timestre, a companhia afirmou esperar demanda mais forte. “Parte da demanda do segundo trimestre foi antecipada para o primeiro trimestre por conta da Copa do Mundo, mas parte foi postergada. Uma parte dos clientes preferiu consumir estoque, então esperamos terceiro trimestre bom”, afirmou Fadigas. 

Na visão do executivo, o desempenho no terceiro trimestre deve permitir ao menos um ano neutro do ponto de vista da demanda da resina contra o desempenho de 2013.

A parada para manutenção da unidade do ABC Paulista, que terá início em setembro e tem previsão de duração de 30 a 35 dias, deve impactar em cerca de 2 por cento a produção anual da companhia, o equivalente a cerca de um mês, ou 60 mil toneladas, estimou.

Às 13h16, as ações da Braskem exibiam queda de 1,03 por cento, cotadas a 14,43 reais, enquanto o Ibovespa tinha desvalorização de 0,57 por cento.

NAFTA

Quanto à disputa com a Petrobras sobre o contrato de fornecimento de nafta, Fadigas afirmou que a companhia continua “explorando todas as alternativas” para resolver o impasse que espera trabalhar para resolver a questão antes do término do contrato atual.

Fadigas disse ainda que, com a competição com o gás de xisto, “seria importante para a indústria petroquímica brasileira que tivéssemos uma matéria-prima mais competitiva”.

Com a divulgação de seus resultados trimestrais, a Braskem anunciou ainda que assinou contrato com a Range Resources nos Estados Unidos para fornecer com a Antero Resources 50 por cento do gás de xisto necessário para o Projeto Ascent. O projeto envolve a construção de um polo petroquímico no Estado de Virgínia Ocidental, nos EUA, que está em estudo de viabilidade econômica.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below