20 de Agosto de 2014 / às 22:39 / 3 anos atrás

Vale obtém licença ambiental prévia para EIA Global de áreas de Carajás

SÃO PAULO (Reuters) - A mineradora Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, obteve licença ambiental prévia para o EIA Global (estudo de impacto ambiental) para algumas áreas do Sistema Norte de Carajás, onde a companhia espera ampliar a produção em seu principal polo minerador.

O licenciamento do EIA Global envolve a ampliação das cavas de N4WS, N5S, Morro I e Morro II, que contêm 1,8 bilhão de toneladas de reservas, conforme fato relevante divulgado nesta quarta-feira.

A licença prévia “representa um passo importante para o crescimento da produção de minério de ferro e para o alcance de nossas metas, sempre com respeito ao nosso compromisso de agir de forma transparente e sustentável”, disse o diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, em nota.

A próxima etapa no processo de licenciamento ambiental das áreas é obter as licenças de instalação e operação, assim como a autorização para supressão vegetal, acrescentou a empresa em comunicado.

O complexo minerador de Carajás, o maior produtor de minério de ferro em operação do mundo, engloba a operação simultânea de cinco minas a céu aberto: N4E, N4W, N5E, N5W e N5 Sul.

Das minas de Carajás, saem aproximadamente 35 por cento do minério de ferro produzido pela Vale.

A área de mineração de Carajás ocupa menos de 3 por cento da Floresta Nacional de Carajás, lembrou a Vale, citando que, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), contribui para a conservação de uma área três vezes maior, de cerca de 1,2 milhão de hectares.

“Dentre as ações realizadas em Carajás, a Vale desenvolve um amplo programa de recuperação de áreas que tem como objetivo a recomposição vegetal das áreas já mineradas com a utilização de espécies nativas da Floresta Nacional de Carajás”, acrescentou a empresa, que ainda mantém uma estruturada rede de monitoramento ambiental.

Por Fabíola Gomes e Roberto Samora

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