13 de Setembro de 2014 / às 20:45 / 3 anos atrás

Dilma busca se desvincular de variações do mercado e prevê alta de ações da Petrobras

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, procurou neste sábado desvincular as variações do mercado financeiro ao seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto e previu uma alta nas ações da Petrobras.

Em evento de campanha em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, Dilma atribuiu à “especulação” as oscilações nos mercados de ações e de câmbio e negou que essas altas e baixas tivessem relação com as pesquisas de intenção de voto para presidente da República, que têm sido acompanhadas de perto pelo mercado financeiro.

“Esse negócio de usar pesquisas eleitorais, avaliações eleitorais para descer e subir dólar tem a ver mais com a especulação e não com propriamente uma rejeição de A, B ou C”, avaliou a presidente.

“É porque é muito mais fácil você justificar subidas e descidas botando a culpa em outrem e não em mecanismos de especulação característicos do mercado financeiro, não é?”, indagou.

Frequentemente participantes do mercado financeiro atribuem as variações do câmbio e das ações de empresas estatais, como Petrobras e Eletrobrás, ao desempenho de Dilma e de seus rivais na disputa pelo Planalto nas pesquisas eleitorais.

Operadores e analistas costumam atribuir as altas nos papéis dessas duas empresas a quedas de Dilma nas pesquisas.

Dilma lidera as pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, seguida pela candidata do PSB, Marina Silva, mas aparece atrás da rival nas simulações de segundo turno entre ambas, embora tecnicamente empatada na margem de erro, segundo pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira.

Levantamento do Datafolha, divulgado também na semana passada, mostra Dilma e Marina empatadas na liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Alheia às avaliações do mercado em relação aos papéis da Petrobras e à corrida presidencial, Dilma apontou as reservas do petróleo na camada pré-sal ao prever uma alta nas ações da estatal, atualmente alvo de denúncias de corrupção.

“Eu acho que a Petrobras terá necessariamente uma tendência de ter as suas ações em alta”, disse.

“Só vou avaliar a quantidade de petróleo que está sendo produzida no pré-sal, está batendo recorde, está mais de 540 mil (barris/dia), mas vou dar 540 mil barris em média”, disse a presidente a jornalistas.

Pouco antes, em discurso para integrantes do Movimento Negro, Dilma disse, numa aparente crítica à Marina, que quem quer ser presidente precisa estar preparado para aguentar pressão.

“O presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, discursou. “Se a pessoa não quer ser pressionada, se a pessoa não quer ser criticada, se a pessoa não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República. Não dá”, disparou.

Marina tem se queixado do que afirma ser uma campanha de desconstrução de sua imagem promovida pela campanha à reeleição de Dilma e tem dito que é vítima dos mesmos “preconceitos e mentiras” de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi no passado.

Dilma, por sua vez, rebateu as reclamações da adversária e afirmou que a candidata do PSB busca se “vitimizar”.

Por Eduardo Simões, edição de Marcela Ayres

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