16 de Setembro de 2014 / às 13:18 / 3 anos atrás

Conab eleva previsão de safra de café 2014 do Brasil com crescimento no robusta

BRASÍLIA (Reuters) - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou nesta terça-feira sua previsão para a safra brasileira de café em 2014 para 45,14 milhões de sacas, ante 44,57 milhões da estimativa divulgada em maio, devido a uma maior produção da variedade robusta e com uma leve queda nas estimativas do arábica.

Em 2013, a safra total do Brasil foi de 49,15 milhões de sacas, segundo a Conab.

A produção de café robusta, também conhecido como conilon, em 2014 foi estimada em 13,03 milhões de sacas, ante 12,33 milhões da projeção de maio e 10,87 milhões em 2013.

"Este resultado (no robusta) se deve, sobretudo, à recuperação da produtividade, que na safra anterior sofreu com a forte estiagem... O conilon teve aumento de 19,9 por cento, graças à renovação e revigoramento da produtividade e às condições climáticas favoráveis ocorridas no Estado do Espírito Santo, maior produtor da espécie", disse a Conab, em seu relatório.

O café arábica, que deve representar 71 por cento da produção total do país, deverá ter uma colheita em 2014 de 32,11 milhões de sacas, ante 32,23 milhões da projeção de maio e 38,29 milhões em 2013.

"Os motivos (para a quebra na produção de arábica) foram a forte estiagem verificada nos primeiros meses do ano, a inversão da bienalidade em algumas regiões, como na Zona da Mata mineira, e também as geadas que atingiram o Estado do Paraná em 2013", disse a Conab.

A colheita do café arábica, variedade da qual o Brasil é o maior produtor e exportador mundial, está praticamente encerrada.

Em relação à safra 2015, que muitos analistas dizem que ainda terá impacto negativo do clima de 2014, a Conab não fez estimativas.

"Qualquer coisa (estimativa) que fizermos agora é mera especulação. É preciso esperar um pouco para a primeira estimativa, já que o café é muito afetado por precipitação e condições de clima", disse o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Gerardo Fontelles, em entrevista coletiva em Brasília.

"Se a florada não for boa, mesmo que chova mais tarde, terei problema de oferta", ressaltou.

Por Luciana Otoni; Texto de Gustavo Bonato; Edição de Marcela Ayres

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