10 de Dezembro de 2014 / às 20:08 / em 3 anos

TIM Participações dispara na Bovespa com notícia sobre possível fatiamento

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As ações da TIM Participações dispararam nesta quarta-feira, após a Bloomberg afirmar que as rivais Oi; Telefónica, dona da Vivo, e Claro, preparam oferta de 15 bilhões de dólares pela operadora.

As ações da TIM encerraram em alta de 11,3 por cento, enquanto o Ibovespa teve baixa de 1,29 por cento.

Citando pessoas com conhecimento do assunto, a Bloomberg disse que a oferta conjunta equivale a 7,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da TIM.

Consultadas pela Reuters, Oi, Vivo e Claro preferiram não comentar o assunto.

Mais cedo, o presidente da TIM, Rodrigo Abreu, disse que a empresa segue saudável para permanecer independente no mercado, mas que analisa dados financeiros e operacionais da Oi para verificar eventuais oportunidades de uma fusão.

“Nós acreditamos que temos não só saúde como capacidade de permanência” no mercado, disse Abreu a jornalistas ao ser questionado sobre a chance de fusão com a concorrente. “Estamos fazendo nossas análises para entender se eventualmente uma oportunidade aparecer, se vai fazer sentido”, declarou.

A possibilidade de fatiamento da TIM tem circulado no mercado há meses, diante de um intenso processo de consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações. Porém, apenas a Oi admitiu que avalia uma oferta pela rival, tendo para isso contratado o BTG Pactual em agosto para apoiá-la.

Na véspera, a Oi anunciou que assinou contrato com o grupo europeu Altice para vender as operações da Portugal Telecom na Europa, uma operação de 7,4 bilhões de euros que pode ser rejeitada por acionistas do grupo europeu.

A venda dos ativos portugueses vem para ajudar a Oi a obter recursos para fazer uma oferta pela TIM. A Oi encerrou setembro com dívida líquida de cerca de 48 bilhões de reais.

O presidente-executivo da Telecom Italia, Marco Patuano, afirmou no início de novembro que o Brasil é um mercado estratégico e que o grupo avaliaria vender a TIM apenas se uma oferta com um preço muito alto fosse apresentada.

Na ocasião, Patuano acrescentou que qualquer interessado pela TIM, uma fonte importante de crescimento do lucro da Telecom Italia, também deve estar preparado a assumir quaisquer riscos regulatórios oriundos de um acordo.

A próxima reunião do conselho de administração da Telecom Itália está marcada para 18 de dezembro. Na opinião de Abreu, porém, é pouco provável que haja novidades sobre o tema.

“Quando você passa pela situação que a empresa (Oi) tem hoje, a questão é entender onde estão de fato os indicadores financeiros, a estrutura de dívida, de contingência, de passivo, que não são conhecidos em detalhes pelo mercado”, disse.

Por Luciana Bruno

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