15 de Dezembro de 2014 / às 16:02 / em 3 anos

Petrobras acelera perdas e derruba índice após exercício de opções

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa abandonava a recuperação inicial e firmava-se no vermelho nesta segunda-feira, passado o vencimento dos contratos de opções sobre ações, na esteira da ampliação das perdas da Petrobras.

Às 13h57, o Ibovespa perdia 2,18 por cento, a 46.959 pontos. Na máxima, o índice chegou a subir a 48.401 pontos.

O volume da sessão somava 6,5 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções, que somou 2,588 bilhões de reais, segundo operadores ouvidos pela Reuters.

As ações da Petrobras caminhavam para o sexto pregão consecutivo de queda, após a empresa adiar mais uma vez a divulgação do balanço do terceiro trimestre, devido a novos fatos relacionados à operação Lava Jato que investiga um suposto esquema de corrupção na estatal.

As estatal, porém, reportou alguns números sobre o período, incluindo endividamento líquido de 261,45 bilhões de reais e fluxo de caixa positivo de 4,25 bilhões de reais.

Para a equipe do BTG Pactual, os números não são conclusivos e fica difícil interpretá-los como positivos sem ter em mãos ao menos como foi a variação do capital de giro da companhia. Em nota a clientes, o banco avalia ser difícil a companhia divulgar os dados auditados em janeiro.

O Credit Suisse cortou o preço-alvo dos ADRs (recibo de ação) da estatal de 14 para 7,30 dólares, e manteve recomendação "neutra".

As ações preferenciais da Petrobras negociadas na Bovespa caíam 7,22 por cento e as ordinárias recuavam 7,82 por cento.

O noticiário doméstico também pesava nos negócios. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,26 por cento em outubro ante setembro, segundo dados dessazonalizados. Pesquisa Reuters apontava alta de 0,20 por cento.

O ritmo da atividade econômica influenciou a decisão da equipe de mercados emergentes do banco JP Morgan de rebaixar o Brasil para underweight (abaixo da média do mercado). O banco vê o anúncio da equipe econômica como encorajador, pois o ajuste fiscal reduz o risco país, mas sob preço de menor crescimento e de impostos maiores.

Os papéis Itaú e Bradesco reverteram os ganhos iniciais e passaram a cair. O Goldman Sachs publicou relatório citando que está entrando em 2015 mais cauteloso com bancos brasileiros, e reduziu a recomendação de Itaú para "neutra".

Do noticiário corporativo, Cia Hering perdia 2,4 por cento. A varejista de moda fechou novembro com crescimento de vendas, mas iniciou dezembro com desaceleração nessa linha, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Frederico Oldani.

Na ponta positiva, as ações da Oi subiam após a divulgação de números preliminares de desempenho em outubro e novembro. Em nota a clientes, o Credit Suisse disse que os dados são ligeiramente positivos.

Por Paula Arend Laier

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