7 de Janeiro de 2015 / às 20:04 / 3 anos atrás

Bovespa sobe 3% no 2º dia consecutivo de alta por humor externo; Petrobras ganha 4%

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista fechou em alta nesta quarta-feira pelo segundo dia seguido, beneficiada pelo ambiente financeiro internacional favorável, com investidores também na expectativa da divulgação de cortes de despesas pelo governo federal.

O setor siderúrgico foi novamente destaque de alta, em meio a informações sobre reajuste de preços, mas o tom positivo foi guiado principalmente pelo avanço dos bancos Itaú e Bradesco, com forte participação no Ibovespa.

A valorização das ações da Vale, em meio a perspectivas de investimentos em infraestrutura na China, e os ganhos da Petrobras, após acordo com credores, reforçaram a trajetória positiva da bolsa paulista.

O Ibovespa subiu 3,05 por cento, a 49.462 pontos. O volume financeiro da sessão somou 7,5 bilhões de reais.

O analista da XP Investimentos Ricardo Kim atribuiu o desempenho do pregão à soma da "melhora do humor externo com algumas questões micro locais, como o aguardado pacote de medidas e alta de papéis importantes, como Vale pela questão de investimentos na China e Petrobras pelo acordo com credores".

Ele, contudo, disse estar bastante cético em relação à bolsa, não vislumbrando nenhum gatilho para que o Ibovespa mude de patamar, em razão das perspectivas para a economia, "a menos que tenha algo de concreto em termos de medidas".

Em relação às medidas fiscais, uma fonte do governo disse à Reuters na véspera que o governo deve anunciar corte nas despesas, incluindo investimentos, até que o Orçamento de 2015 seja aprovado no Congresso Nacional, o que só deve ocorrer entre fevereiro e março.

No exterior, dados fracos de inflação na zona do euro reforçaram apostas de novos estímulos monetários pelo Banco Central Europeu, ajudando as bolsas, assim como o alívio na queda do petróleo e dados nos EUA.

O índice acionário europeu FSTEurofirst 300 fechou em alta de 0,5 por cento, enquanto o índice norte-americano S&P 500 .SPX operava em alta de 1 por cento.

Durante o ajuste de fechamento da Bovespa, o Federal Reserve divulgou a ata de sua última reunião de política monetária, na qual se ateve aos planos de começar a elevar o juros ainda neste ano, apesar do debate aparentemente vigoroso sobre como comunicar suas intenções.

No Brasil, as preferenciais da Petrobras subiram 4,08 por cento após seis sessões seguidas no vermelho. Na véspera, a estatal informou que concluiu com sucesso negociação com credores que demandavam a divulgação da demonstração contábil do terceiro trimestre de 2014 revisada por auditor externo até fim do mês.

Papéis de siderúrgicas também voltaram a se destacar entre as maiores altas, com CSN valorizando-se 10,8 por cento, no maior ganho do Ibovespa.

Uma fonte do setor da área de distribuição disse à Reuters que "as usinas anunciaram reajustes de 5 a 8 por cento em planos em relação aos preços do quarto trimestre para aplicação a partir da segunda quinzena de janeiro".

"Acho que tem chance do reajuste ser efetivado porque com o dólar firme a 2,70 (reais) os prêmios estão muito baixos e as importações no mês passado já foram baixas. Por outro lado, o resultado das siderúrgicas está muito ruim e a necessidade faz a ação", acrescentou a fonte, que pediu anonimato.

Em 2014, as siderúrgicas também reajustaram preços no início do ano e os aumentos chegaram a quase 12 por cento.

O banco BTG Pactual elevou a recomendação da Gerdau para "compra", com o analista Leonardo Correa citando, entre vários fatores favoráveis ao papel, espaço para reajuste nos preços no mercado doméstico, com o real mais fraco e recuperação dos preços de aços longos na Turquia.

Depois de acumular queda de quase 24 por cento nos últimos quatro pregões por conta das mudanças nas regras de financiamento do ensino superior, as ações da Kroton devolveram as perdas do dia e fecharam no território positivo. Os papéis da Estácio, contudo, ainda figuraram entre as poucas quedas do índice. Companhias do setor de educação reuniram-se com o governo na véspera e agendaram novo encontro no início da próxima semana para discutir as mudanças recentes nas regras do Fies.

Gol registrou a maior queda do índice, com recuo de 4,34 por cento, em meio à trégua na queda do preço do petróleo.

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