5 de Fevereiro de 2015 / às 10:35 / em 3 anos

Países devem enfrentar consequências de suas próprias ações, diz presidente do BC alemão

VENEZA (Reuters) - Os países têm de arcar com as conseqüências de suas próprias decisões fiscais, afirmou o presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, nesta quinta-feira, alertando que qualquer movimento para salvar os pares da zona euro pode levar à disseminação de dúvidas de solvência.

Jens Weidmann, presidente do banco central alemão durante conferência em Berlim. 02/12/2014 REUTERS/Hannibal Hanschke

Em seus comentários, onde ele destacou a recusa da Grécia a cooperar com a troika de inspetores de credores internacionais, Weidmann também advertiu que não poderia haver partilha de responsabilidade fiscal, sem primeiro ceder soberania.

“Os estados-membros continuam sendo inteiramente responsáveis pelas consequências de suas próprias decisões fiscais autônomas”, disse em Veneza Weidmann, que também faz parte do Conselho do Banco Central Europeu (BCE).

“Se os participantes do mercado tendem a ver a união monetária como um sistema de assistência financeira mútua em caso de sérios problemas, dúvidas sobre a solvência de um país poderiam se espalhar mais rapidamente para os outros Estados membros”, completou.

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