5 de Fevereiro de 2015 / às 16:18 / em 3 anos

Gol passa a ver combustível mais barato a partir de janeiro; não muda estratégia de hedge

SÃO PAULO (Reuters) - A Gol não viu diferença relevante no preço final do querosene de aviação no quarto trimestre, com a oscilação cambial mitigando o impacto da queda do petróleo, mas passou a observar valores mais baratos a partir de janeiro, disse o vice-presidente financeiro da companhia aérea, Edmar Lopes.

15/12/2014. REUTERS/Pilar Olivares

“Estamos falando em querosene de aviação abaixo de 2,10 reais (o litro) no consolidado da posição, ou seja incluindo hedge”, disse Lopes em teleconferência com analistas nesta quinta-feira. Segundo ele, apesar de o câmbio continuar se apreciando, o cenário não existia desde 2011.

A Gol tem afirmado que a queda no preço do barril do petróleo é uma possibilidade para a recomposição de margens operacionais. O preço do petróleo tipo Brent no mercado internacional acumula queda de cerca de 50 por cento desde junho.

No fechado de 2014, o preço do querosene ficou entre 2,50 e 2,52 reais o litro, abaixo da projeção da companhia de 2,70 a 2,85 reais para o ano.

Mesmo com os preços mais baixos da commodity, a companhia não deve mudar sua estratégia de hedge de combustíveis, usada para se proteger de oscilações bruscas.

“Não há nenhuma pretensão de sermos muito agressivos nem na ponta compradora nem na vendedora de hedge e em função disso alterar a estratégia de preço”, afirmou Lopes.

A Gol tem mantido posições médias de hedge para em torno de 35 a 45 por cento das compras de combustíveis em 12 meses, segundo o executivo. “É sempre estratégia dar tempo à companhia para se ajustar ao patamar do preço. Vamos continuar fazendo a mesma coisa”, acrescentou.

Os comentários foram feitos em teleconferência da Gol nesta quinta-feira, após a companhia divulgar dados de tráfego referentes a dezembro e ao quarto trimestre. Os números mostraram que receita por passageiro da companhia recuou no período de outubro a dezembro contra um ano antes, com a redução do indicador que mede os preços de passagens aéreas (yield).

A receita líquida de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (Prask) recuou 5,1 por cento no período na comparação anual, com redução de 9,8 por cento do yield.

A redução foi consequência da menor demanda, com destaque para a corporativa, vista do segundo semestre até o fim do ano passado com a desaceleração da atividade econômica brasileira. Apesar da queda trimestral, Lopes ressaltou que a tendência de melhora no yield foi preservada no resultado anual. Na comparação com 2013, o yield da Gol avançou 1,1 por cento em 2014, ao passo que o Prask subiu 11,3 por cento.

Segundo a Gol, a movimentação de passageiros corporativos continuou fraca em janeiro, mas o movimento é sazonal e ficou dentro do esperado, ao passo que o de passageiros de lazer tem registrado “muita demanda”.

DEMANDA E OFERTA

No quarto trimestre, houve crescimento de 3,8 por cento da oferta do sistema total da Gol e avanço de 9,1 por cento da demanda, com a taxa de ocupação em 78,7 por cento.

Em dezembro apenas, a oferta do sistema total da Gol subiu 6,3 por cento e a demanda avançou 11,3 por cento na comparação anual, com a taxa de ocupação fechando o mês em 78,9 por cento.

O crescimento da oferta registrado em dezembro foi puxado principalmente pelo mercado de voos internacionais da companhia, com aumento de 20,5 por cento, diante de alta de 4,5 por cento do mercado de voos domésticos.

Por sua vez, a demanda por voos internacionais no mês subiu 21 por cento, enquanto que a por voos domésticos avançou 10,2 por cento.

A Gol encerrou 2014 com um total de 40 milhões de passageiros transportados nos mercados doméstico e internacional, avanço de 9,5 por cento sobre 2013.

A receita operacional por assento quilômetro-oferecido (Rask) no ano passado subiu 12,2 por cento, para 20,3 reais, cumprindo a projeção de crescimento igual ou maior que 10 por cento, acrescentou a Gol.

Com relação aos custos, a Gol disse que espera um bom desempenho no quarto trimestre. Os dados serão divulgados no resultado trimestral da companhia. A Gol tem como meta um crescimento igual ou menor que 10 por cento do custo operacional por assento disponível por quilômetro (Cask) em 2014, excluindo combustível.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below