3 de Março de 2015 / às 13:48 / 2 anos atrás

Risco de saída da Grécia da zona do euro persiste, apesar de acordo, diz pesquisa com investidores

Bandeiras desgastadas da Grécia e da UE em Atenas. 24/02/2015Yannis Behrakis

LONDRES (Reuters) - O risco de a Grécia deixar a zona do euro nos próximos 12 meses é o mais elevado desde o final de 2012, apesar de a tábua de salvação financeira de Atenas ter sido prorrogada, revelou nesta terça-feira uma pesquisa com investidores sediados principalmente na Alemanha.

O levantamento feito com 980 pessoas físicas e investidores institucionais registrados com a empresa de consultoria SenTix constatou que 37,1 por cento dos entrevistados preveem que a Grécia deixará o bloco monetário, um aumento em relação aos 22,5 por cento de janeiro.

Essas expectativas têm aumentado de forma constante desde o seu menor nível, de 5,7 por cento, atingido em julho, mas permanecem abaixo dos 70,7 por cento no auge da crise da dívida da zona do euro em julho de 2012.

Uma pesquisa da Reuters com economistas em meados de fevereiro apontou para 1 em 4 o risco de a Grécia sair da zona de moeda comum em 2015.

"O novo programa de ajuda para o país não parece ser convincente, por isso, uma “Grexit" (saída da Grécia) agora tende a ser obrigatoriamente um tema constante entre os investidores nos meses que estão por vir", disse Sebastian Wanke, analista sênior da SenTix.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de fevereiro.

A Grécia garantiu em 24 de fevereiro uma extensão de quatro meses para o seu programa resgate, depois de tensas negociações com seus parceiros da zona do euro, mas ainda enfrenta agudos problemas de financiamento e poderia ficar sem dinheiro até o final de março.

O ministro da Economia da Espanha disse nesta segunda-feira que os países da zona euro estavam discutindo um terceiro resgate para a Grécia, no valor de 30 bilhões a 50 bilhões de euros, mas altos funcionários da UE negaram que tais conversações estejam ocorrendo.

A pesquisa SenTix --na qual os entrevistados podem escolher até três países que eles acham que vão sair da união monetária nos próximos 12 meses-- indica que a chance de algum país deixar o bloco é de 38 por cento.

O índice de probabilidade de quebra (EBI) chegou pela última vez a esse nível em março 2013, depois de eleições inconclusivas na Itália e uma crise bancária em Chipre que fez com que esse país a se tornasse o quarto membro da zona do euro a ser socorrido com um pacote de ajuda.

O EBI atingiu um pico de 73 por cento em julho de 2012 e tocou seu ponto mais baixo em 7,6 por cento, em julho de 2014.

Peter Schaffrik, chefe de estratégia de taxas europeias no RBC, disse que a prorrogação da ajuda por si só não tinha removido o temor de que a Grécia saia da zona euro, integrada por 19 países.

"Até agora há um acordo em princípio, mas eles têm feito progressos substanciais? Não estou certo disso", disse Schaffrik.

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