11 de Março de 2015 / às 12:06 / em 3 anos

CGU abre processos contra mais 10 empresas envolvidas na Lava Jato

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou nesta quarta-feira a abertura de processos administrativos de responsabilização contra mais dez empresas envolvidas em denúncias levantadas pelas investigações da operação Lava Jato, que investiga corrupção em licitações de obras da Petrobras.

Prédio da Petrobras no centro do Rio de Janeiro. 04/03/2015 REUTERS/Sergio Moraes

A CGU afirmou que abriu processos contra a Odebrecht, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Ambiental, Alumini Engenharia, GDK, Promon Engenharia, Andrade Gutierrez, Fidens Engenharia, Sanko Sider e SOG Óleo e Gás.

As empresas serão notificadas nos próximos dias, disse a CGU em nota nesta quarta-feira.

“Caso sejam responsabilizadas, o resultado poderá acarretar impedimento de celebrar novos contratos, aplicação de multas ou, se for o caso, outras penalidades cabíveis”, afirmou a CGU.

Procurada pela Reuters, a Andrade Gutierrez respondeu em nota que “nega e repudia as acusações - baseadas em ilações e não fatos concretos - e, como vem fazendo desde o início da Operação Lava-Jato, reitera que não tem ou teve qualquer envolvimento com os fatos relacionados com as investigações em curso.”

Já a Alumini Engenharia disse que “tem plena convicção da lisura de todos os seus atos e refuta com veemência as acusações infundadas que foram feitas”. Também afirmou que respeita o processo e que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A GDK afirmou que “só irá se pronunciar quando tomar conhecimento do assunto de forma oficial pela CGU” e a Promon Engenharia disse que “não foi notificada oficialmente e não tem como se manifestar até ter acesso ao conteúdo do processo”.

A Fidens afirmou que “tomará conhecimento do teor do procedimento administrativo e demonstrará, oportunamente, que não praticou irregularidade alguma”.

A Odebrecht Ambiental, a Construtora Norberto Odebrecht e a Odebrecht Óleo e Gás negaram participação em irregularidades e ressaltaram, individualmente, que o processo administrativo da CGU é o mesmo aberto na Petrobras em 2014, por decisão da sua diretoria, que impôs um bloqueio cautelar contra empresas.

A Sanko-Sider afirmou que não participa de licitações que envolvam dinheiro público e que não vende para a Petrobras, apenas para empresas privadas. “Há um grande engano envolvendo a Sanko-Sider”, afirmou a empresa em nota.

A Reuters não conseguiu encontrar representantes da SOG Óleo e Gás.

A CGU, órgão de defesa do patrimônio público e combate à corrupção do governo federal, afirmou que há possibilidade de novos processos serem abertos contra outras empresas.

No início de dezembro, a CGU já havia instaurado processos administrativos de responsabilização contra oito empresas envolvidas na Operação Lava Jato: Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran.

Por Roberto Samora, Marta Nogueira e Walter Brandimarte

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