17 de Março de 2015 / às 16:43 / 2 anos atrás

QGEP aguarda dados sobre ativos da Petrobras que serão vendidos, diz CEO

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A petroleira Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) aguarda a publicação pela Petrobras de quais as áreas devem ser ofertadas em um amplo plano de desinvestimentos, para que possa avaliar se há opções para eventuais aquisições que estejam dentro da sua estratégia e sua capacidade financeira.

A afirmação é do presidente da petroleira brasileira, Lincoln Guardado, durante conferência com analistas de mercado sobre seus resultados no quarto trimestre de 2014.

"Aguardamos para avaliar e ver se está dentro da nossa estratégia e capacidade financeira", disse Guardado.

A Petrobras anunciou no início de março plano para desinvestir 13,7 bilhões de dólares no biênio 2015 e 2016.

Segundo Guardado, o interesse da QGEP está focado em áreas ainda em fase de pré-desenvolvimento ou já em exploração, com alguma descoberta ainda não delimitada. Áreas avançadas, próximas de entrar em produção, não atraem a companhia.

O executivo lembrou ainda que a QGEP tem desafios importantes pela frente e que terá que avaliar com atenção a possibilidade de aquisição de ativos.

Recentemente, a petroleira indicou ao mercado que o projeto de Carcará, uma importante aposta da companhia, poderá sofrer atrasos por fatores conjunturais da indústria e uma dificuldade de escoamento do gás na região, na Bacia de Santos.

O ativo é operado pela Petrobras, que está envolvida em um escândalo de corrupção, que inclusive colaborou para a estatal anunciar um plano de desinvestimento mais agressivo.

Guardado frisou não acreditar que a petroleira estatal deixe de cumprir compromissos financeiros previstos para o ativo.

Executivos da companhia comentaram também que Carcará poderá passar por um processo de unitização, já que uma parcela de sua jazida de petróleo se estende para uma área do polígono do pré-sal, ainda não licitada pela União.

Sobre os preços de petróleo, o presidente destacou acreditar que os preços se recuperem antes da entrada em produção do campo de Atlanta, na Bacia de Santos, previsto para meados de 2016.

Por Marta Nogueira

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