31 de Março de 2015 / às 21:19 / 2 anos atrás

Vale dita viés negativo da Bovespa no dia e em março

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa teve leve baixa nesta terça-feira, no fim de sessão volátil, com o avanço de bancos e Petrobras contrabalançando a pressão da Vale, após nova mínima recorde do minério de ferro.

O Ibovespa caiu 0,18 por cento, a 51.150 pontos. O volume financeiro do pregão somou 6,75 bilhões de reais.

No mês, o índice caiu 0,84 por cento. Mas no trimestre, o principal índice da bolsa paulista subiu 2,29 por cento.

Para efeito de comparação, a bolsa do México acumulou queda de 1,05 por cento em março e subiu 1,34 por cento no trimestre e o índice MSCI para mercados emergentes caía 1,5 por cento e subia 2 por cento, respectivamente.

Em dólar, contudo, o Ibovespa contabilizou declínio de 14,7 por cento no trimestre, período em que a moeda norte-americana avançou 20 por cento frente ao real. O índice acionário mexicano teve desvalorização de 1,97 por cento em dólar.

Para o gestor e sócio na Principia Capital Management Marcello Paixão, o desempenho do Ibovespa em março só não foi pior em razão da sinalização mais tranquila em termos de juros do Federal Reserve.

Segundo ele, a Bovespa segue bastante vulnerável às commodities, em meio à desaceleração e mudança de perfil de crescimento na China.

Em março, a maior queda do Ibovespa foi registrada por ALL, que será substituída a partir do dia 1º de abril pelos papéis da Rumo, dando continuidade ao processo de união entre as companhias.

Na sequência, ficaram Gol, Bradespar, Vale PNA, Marfrig e Vale ON.

Na mão contrária, as altas do mês foram capitaneadas por Suzano Papel e Celulose, Fibria e Usiminas, que tendem a se beneficiar da depreciação do real.

TERÇA-FEIRA

A queda da Vale refletiu o recuo do minério de ferro na China para a mínima histórica de 51 dólares a tonelada. O Deutsche Bank reduziu o preço-alvo do ADR (recibo de ação negociado nos EUA) de 13 para 10 dólares. No fechamento, as preferenciais caíram 3,74 por cento.

A pressão dos papéis da mineradora foi contrabalançada pelos bancos, que mostraram fôlego em meio a comentários do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em comissão no Senado, de que o momento de mudar as políticas anticíclicas chegou.

Itaú Unibanco <ITUB4,SA> e Bradesco terminaram com acréscimos de 0,91 e 1,61 por cento. Após abertura fraca, Petrobras melhorou ao longo do pregão. As preferenciais subiram 0,1 por cento.

Sabesp subiu 5,86 por cento após a agência paulista de água e energia Arsesp autorizar alta de tarifas.

Gol caiu 4,75 por cento, após prejuízo líquido acima do esperado no quarto trimestre e previsões apontando um quadro difícil em 2015. O BTG cortou a recomendação para “neutra”.

Eletrobras recuou 2,86 por cento, revertendo os ganhos da primeira etapa, após o diretor financeiro da estatal, Armando Casado, afirmar quer a empresa deixará de pagar dividendos relativos a 2014.

Edição de Aluísio Alves

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