15 de Abril de 2015 / às 01:08 / em 3 anos

CVM decide que compra da Ternium de ações da Usiminas detidas pela Previ disparou OPA

SÃO PAULO (Reuters) - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu nesta terça-feira que a operação de compra da participação da Previ na Usiminas pela Ternium disparou a obrigação de oferta pública de aquisição das ações da siderúrgica brasileira.

Segundo comunicado da Usiminas ao mercado, a decisão da Superintendência de Registros da CVM, passível de recurso, ocorreu em resposta a um pedido de esclarecimento pela Nippon Steel sobre a necessidade ou não de realização de uma OPA.

Entre os principais minoritários da Usiminas está a rival CSN, que tem cerca de 14 por cento das ações ordinárias e 20,7 por cento das preferenciais da maior produtora de aços planos do país.

A Ternium anunciou em outubro a compra de ações ordinárias do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Previ, na Usiminas, em uma operação de 616,7 milhões de reais e que envolveu 51,5 milhões de papéis.

Na ocasião, a Ternium pagou 12 reais por ação da Usiminas detida pela Previ, o que correspondia a um prêmio de 82 por cento sobre o preço dos papéis um dia antes do anúncio.

A ação ordinária da Usiminas encerrou nesta terça-feira cotada a 16,80 reais, com valorização de 2,44 por cento. As preferenciais fecharam a 4,91 reais, a 1,66 real.

O ágio pago pela Ternium à Previ foi semelhante ao concedido quando o grupo latino-americano, integrante da ítalo-argentina Techint, entrou no grupo de controle da Usiminas, no fim de 2011. Na época da transação com a Previ, a Ternium havia afirmado que a operação não iria disparar uma OPA.

“A transação ensejou a obrigação de os controladores da companhia (Usiminas) realizarem uma OPA por aumento de participação para todas as ações ordinárias de sua emissão em circulação”, afirmou a CVM no comunicado distribuído pela Usiminas nesta terça-feira.

Representantes da Ternium, Nippon e CSN não puderam comentar o assunto de imediato. Representantes da CVM não puderam ser contatados.

Com a decisão, a CVM deu 60 dias de prazo para que a Ternium faça o pedido de registro da OPA a todos os acionistas minoritários da Usiminas.

Por Alberto Alerigi Jr.

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