27 de Abril de 2015 / às 21:19 / em 3 anos

Exportadores de suco de laranja do país projetam alta de 5% na exportação em 14/15

RIBEIRÃO PRETO (Reuters) - O Brasil deverá fechar o ano comercial 2014/15 com aumento de cerca de 5 por cento nas exportações de suco de laranja, com a ajuda de uma boa demanda dos Estados Unidos e após um começo de temporada cheio de incertezas, estimou nesta segunda-feira a associação que reúne as grandes empresas do setor.

Vista aérea da feira Agrishow, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira. 27/04/2015 REUTERS/Paulo Whitaker

O país, o maior exportador global do produto, fechou os primeiros nove meses da temporada, que começou em julho, com embarques de 887.190 toneladas de suco de laranja equivalente, a 66 graus Brix (uma medida de concentração de açúcar). Foi um aumento de 5 por cento ante o período de julho a março da temporada 2013/14, segundo levantamento da CitrusBR.

“No começo da temporada, estávamos com medo (de queda nos embarques)”, disse o diretor-executivo da associação, Ibiapaba Netto, em entrevista durante a feira Agrishow, em Ribeirão Preto. “Os EUA ajudaram muito. Sem EUA, a história seria outra.”

Se os últimos três meses da temporada confirmarem a tendência, o ano 2014/15 deverá fechar com exportações de mais de 1,14 milhão de toneladas, ante 1,09 milhão em 2013/14.

O volume ficará bem abaixo do recorde de 1,42 milhão de toneladas de 2006/07, mas servirá de alento para um setor que amarga uma queda na demanda internacional nos últimos anos, devido principalmente à mudança de hábitos dos consumidores em países desenvolvidos, os principais consumidores de suco de laranja.

Netto lembra que a Flórida, principal Estado produtor de laranja dos EUA, enfrentou uma recente quebra de safra.

“Eles precisam de suco de fora para fazer blends”, disse o executivo.

As vendas de suco brasileiro para os EUA dispararam 21 por cento nos nove primeiros meses da temporada, mostra o levantamento da CitrusBR feito com base em dados oficiais da alfândega brasileira, ao qual a Reuters teve acesso com exclusividade.

Apesar de abrir mais as portas dos EUA para o suco brasileiro, Netto destaca que a quebra de safra na Flórida, e um consequente aumento de preços, não traz apenas benefícios para os exportadores brasileiros.

“Não sabemos até quando a redução da Flórida vai ajudar e quando vai começar a atrapalhar”, disse ele.

A avaliação é de que o aumento dos preços nos EUA afujenta consumidores, que buscam bebidas substitutas, corroendo o tamanho do mercado consumidor.

O volume exportado nesta temporada para a Europa, maior mercado do suco de laranja brasileiro, subiu 4 por cento até agora, índice considerado pela CitrusBR dentro de uma variação normal, sem representar uma alta substancial.

Com a colheita da nova safra de laranja do cinturão produtor do Sudeste brasileiro prestes a começar, a CitrusBR não quis fazer previsões.

Segundo Netto, as estatísticas do setor são feitas agora pelo Fundecitrus, entidade de pesquisa mantida ​pelos citricultores e pela indústria de suco.

A CitrusBR reúne três grandes empresas que dominam o mercado global de suco de laranja: Cutrale, Citrosuco e Louis Dreyfus.

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