4 de Maio de 2015 / às 17:14 / 2 anos atrás

Discórdia sobre reformas trabalhista e previdenciária dificulta conversa da Grécia com credores

Homem com bandeira grega e cartaz na praça da Constituição, com o Parlamento de fundo, em Atenas. 04/05/2015Alkis Konstantinidis

ATENAS/BRUXELAS (Reuters) - Grandes diferenças a respeito das reformas trabalhista e previdenciária continuaram a atrapalhar as intensas negociações do governo de esquerda da Grécia com seus credores internacionais, apesar do progresso em outras áreas, à medida que a situação financeira do país se torna cada vez mais crítica.

O porta-voz governamental, Gabriel Sakellaridis, acionou o alarme nesta segunda-feira ao dizer que, embora Atenas pretenda quitar todos seus pagamentos, incluindo o quase 1 bilhão de euros devido ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em maio, a nação precisa de mais dinheiro antes do final do mês.

“A liquidez é um assunto premente”, afirmou Sakellaridis em uma coletiva de imprensa. “O governo grego não irá esperar uma injeção de liquidez até o final de maio. Contamos que essa liquidez seja oferecida à economia grega assim que possível”.

O ministro do Trabalho, Panos Skourletis, disse que o FMI, segundo maior credor da Grécia, só atrás dos governos da zona do euro, está insistindo nas políticas austeras para um acordo provisório como quesito para desbloquear um pacote de resgate financeiro.

O fundo não cedeu em suas exigências de cortes nas aposentadorias, de regras para facilitar as demissões em massa de trabalhadores do setor privado e na oposição a um plano do governo para aumentar o salário mínimo, declarou Skourletis ao canal Mega TV.

“Eles estão nos pedindo para não mexer em nada (das medidas de austeridade) que tenha arruinado as vidas do povo grego nos últimos cinco anos”, afirmou.

“O FMI é o lado mais inflexível... as vozes mais extremas do Grupo de Bruxelas” , disse o ministro. “Mas também há vozes mais calmas”.

O Grupo de Bruxelas é composto pelos negociadores gregos e representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI, e vem discutindo um acordo interino desde a quinta-feira passada.

A Grécia tem que reembolsar ao FMI um total de 970 millhões de euros até o dia 12 de maio, e vem emprestando de municípios e de entidades governamentais para cumprir suas obrigações.

O objetivo é obter um acordo de nível técnico que permita aos ministros da Fazenda da zona do euro declararem que existe a perspectiva de conclusão da análise do socorro financeiro quando se reunirem em 11 de maio. Isso daria ao BC europeu uma justificativa para permitir que os bancos gregos comprem mais títulos de curto prazo do Tesouro, suavizando a escassez de dinheiro do governo de Atenas.

Skourletis deixou claro que as políticas sociais que o partido Syriza, do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, afirmou serem “linhas vermelhas” são o principal obstáculo.

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