7 de Maio de 2015 / às 21:14 / em 2 anos

Bovespa fecha em queda pelo 2º dia por realização de lucros guiada por ações ordinárias da Vale

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou no vermelho nesta quinta-feira pelo segundo pregão consecutivo, diante de nova realização de lucros, com destaque para a queda mais acentuada dos papéis ordinários da mineradora Vale e de ações de siderúrgicas.

O declínio de Petrobras ON também pesou nos negócios, assim como se destacou a queda de Eletrobras, em sessão recheada de resultados corporativos e recuo dos preços de commodities no exterior.

Contudo, o principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, encerrou em queda de apenas 0,32 por cento, a 56.921 pontos, longe da mínima do dia, quando caiu cerca de 1 por cento. O volume financeiro no pregão somou 6,4 bilhões de reais.

O gestor Joaquim Kokudai, sócio na JPP Capital Gestão de Recursos, destacou que os papéis da Vale e da Petrobras têm tido uma dinâmica própria e considerou “natural” o movimento nesta sessão após altas recentes.

“Vale corrigiu para cima com a recuperação nos preços do minério de ferro e após a divulgação do balanço, mas o cenário para o minério ainda é desafiador, enquanto Petrobras melhorou com a divulgação do balanço auditado e anúncio de medidas para desalavancar, mas também segue com horizonte complicado”, disse.

Ele destacou ainda que a ata da última reunião de política monetária do Banco Central sinalizou a intenção da instituição de buscar ancorar as expectativas da inflação a qualquer custo, o que embora positivo para credibilidade da autoridade monetária, tem um custo adicional para uma atividade já fraca.

DESTAQUES

=VALE fechou em queda endossada pelo declínio do minério de ferro, com as ordinárias recuando mais de 4 por cento. Em nota a clientes, o BTG Pactual destacou como excessivo o diferencial entre as duas classes de ações, atribuída a fatores técnicos, e recomendou a troca de ONs por PNs.

=USIMINAS e CSN lideraram as perdas do índice, com quedas de 10,04 e 7,73 por cento, respectivamente, tendo como pano de fundo a baixa do minério de ferro, uma vez que produzem a commodity, e a continuidade da disputa pelo controle da Usiminas e da indefinição sobre oferta pública de compra de ações de minoritários, entre eles a CSN. Dados nesta quinta-feira também mostraram que a indústria de veículos no Brasil teve o pior abril em produção desde 2007, com perspectivas pouco animadoras.

=ELETROBRAS terminou entre as maiores quedas, com embolso de lucros após três pregões seguidos de ganhos, revertendo a forte alta da abertura diante de comunicado da estatal sobre o processo de venda do controle da distribuidora Celg D. Na quarta-feira, uma fonte próxima à estatal disse à Reuters que o grupo pretende vender o controle da goiana Celg D e de suas outras distribuidoras.

=PETROBRAS encerrou sem uma tendência única, com as preferenciais em alta de 0,44 por cento, enquanto as ordinárias caíram 1,08 por cento, tendo como pano de fundo o declínio dos preços do petróleo e embolso de lucros. No ano, as preferenciais acumulam alta de quase 37 por cento e as ordinárias, de quase 53 por cento.

=BRASKEM reverteu as perdas e encerrou com acréscimo de 0,15 por cento, em sessão com balanço trimestral mostrando queda de 49 por cento no lucro do primeiro trimestre ante o ano anterior, para 204 milhões de reais. A petroquímica informou que negocia com governo contrato de fornecimento de energia no Nordeste.

=COSAN caiu 3,23 por cento, em meio a prejuízo de 43,7 milhões de reais no primeiro trimestre deste ano, ante lucro 256,1 milhões no mesmo período do ano passado.

=ENERGIAS DO BRASIL fechou em baixa de 2,63 por cento, após divulgar lucro de 83,6 milhões no primeiro trimestre, queda de 16,1 por cento na comparação anual. A empresa também disse que vê pequena elevação em provisão para devedores.

=OI reverteu os ganhos iniciais, que chegaram a 3 por cento, e terminou em baixa de 5,90 por cento, após divulgar prejuízo líquido maior que o esperado no primeiro trimestre, enquanto o Ebitda ficou um pouco superior às estimativas no mercado.

=BB SEGURIDADE avançou 0,78 por cento, após a companhia de seguros e previdência divulgar lucro de 949 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 46 por cento sobre igual período do ano anterior.

=HYPERMARCAS subiu 3,40 por cento, em meio à notícia de que a empresa contratou bancos para analisar alternativas para seu negócio de produtos descartáveis, composto principalmente pelo portfólio de fraldas, incluindo venda. O UBS disse que a venda dessa divisão seria bem-vinda, com efeito na desalavancagem e na geração de caixa da empresa.

=BTG PACTUAL, que não está no Ibovespa, subiu 1 por cento, mesmo após lucro praticamente em linha com as previsões de analistas no primeiro trimestre, com fortes resultados da mesa de negociações parcialmente ofuscados por ajustes contábeis em investimentos proprietários. O presidente do BTG, André Esteves, afirmou em teleconferência que o pior da inadimplência entre clientes passou e que o grupo pode ter ganho de cerca de 3,5 bilhões de reais com a venda de participação na rede hospitalar Rede D‘Or São Luiz.

=PDG REALTY, excluída da carteira do Ibovespa que passou a vigorar desde o último dia 4, despencou 12,5 por cento, após divulgar novo prejuízo no primeiro trimestre, pressionada pelo recuo nas vendas e nos lançamentos no período, além do aumento dos distratos.

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