21 de Maio de 2015 / às 21:14 / 2 anos atrás

Whitney busca expandir-se no Brasil após acordo de fusão com Anima fracassar

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com cerca de 60 mil alunos em duas universidades no Brasil, uma no Rio de Janeiro e outra em Salvador, a companhia norte-americana Whitney University System segue interessada em expandir-se no país, apesar do cancelamento em abril de uma planejada fusão de seus ativos brasileiros com a Anima Educação.

“Presencialmente, a nossa área de atuação está concentrada nos Estados do Rio de Janeiro e Bahia, mas estamos com um crescimento bastante acelerado na oferta de educação a distância de qualidade e temos planos de expansão muito ambiciosos”, afirmou à Reuters por e-mail o diretor-presidente da companhia, Pete Pizarro.

A Whitney está presente em sete países da América Latina, em 33 campi e cerca de 500 polos de ensino a distância na região, em um total de 200 mil alunos. A empresa também tem operações de serviços compartilhados em Bogotá (Colômbia) e Córdoba (Argentina).

“Estamos trabalhando fortemente para ampliar a nossa rede de polos (de ensino a distância) no Brasil”, disse Pizarro. A educação a distância representa cerca de 10 por cento do total de alunos da Whitney no país.

Apesar do cancelamento do acordo com a Anima, Pizarro não descartou a possibilidade de novas aquisições pela Whitney no Brasil, “sempre e quando tenham sentido para o nosso portfólio”.

“Pensamos que o Brasil pode se beneficiar com operadores fortes, com vocação internacional, e com um compromisso absoluto com a qualidade e com o sucesso dos estudantes”, disse Pizarro.

Ele mencionou, ainda, interesse da companhia em expansão por meio de crescimento orgânico e da oferta de serviços de tecnologia e acadêmicos a instituições parceiras.

FINANCIAMENTO PRIVADO

A Anima e a Whitney anunciaram acordo para unir seus ativos no Brasil em dezembro do ano passado, poucos dias antes do governo federal divulgar restrições ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A mudança nas regras do Fies incluíram a imposição de notas mínimas em exames prévios e limitação do total de novas vagas financiadas e foi determinante para o cancelamento da fusão.

Assim como Estácio, Kroton e Anima, a Whitney está oferecendo opções de financiamento privado aos seus alunos, para driblar as restrições ao Fies, disse Pizarro.

Ele, porém, não informou o número de captação de alunos no primeiro semestre do ano, mas afirmou que a Whitney conseguiu superar todos os objetivos que estavam nos planos da empresa.

“Nossas duas instituições no Brasil tiveram um resultado bastante positivo no primeiro semestre de 2015, mesmo com as novas limitações (do Fies)”, disse, sem dar detalhes.

Sob a gestão da Whitney desde 2006, a Unijorge quadruplicou o número de estudantes e hoje é a maior universidade privada de Salvador, com 25 mil alunos. Já a Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro, duplicou sua base desde 2011, quando a Whitney assumiu a instituição de ensino, e hoje possui 35 mil estudantes.

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