5 de Junho de 2015 / às 17:57 / 2 anos atrás

Consórcios Pedrosa/Neeleman e de Efromovich melhoram propostas por TAP

LISBOA (Reuters) - Os dois consórcios que concorrem à privatização da TAP entregaram propostas finais para comprar 61 por cento da endividada companhia aérea, melhorando as condições oferecidas antes, e o governo português quer tomar uma decisão rapidamente, mas não se compromete com um prazo, disse o secretário de Estado dos Transportes de Portugal, Sérgio Monteiro.

Em maio, o governo escolheu o consórcio Gateway - liderado pelo presidente da Barraqueiro, Humberto Pedrosa, e que inclui a ‘holding’ DGN de David Neeleman - e o consórcio Sagef, do grupo do brasileiro-colombiano Germán Efromovich, para negociações diretas, após as quais tinham de apresentar propostas finais vinculativas, com melhores condições face às ofertas iniciais.

O governo português tem dito que pretende vender a TAP até o fim de junho.

“É intenção do governo que o processo termine, com a decisão de privatizar ou não privatizar, o mais rapidamente possível”, disse o secretário de Estado dos Transportes Monteiro.

“Mas, como acabamos de receber as propostas, não podemos ainda confirmar os ‘timings’. Depende da complexidade dos documentos que foram recebidos e estamos agora iniciando a análise”, disse a jornalistas.

O governo tem dito que a TAP, com uma dívida de 1 bilhão de euros e capitais próprios negativos superiores a 500 milhões de euros, tem urgentemente que se recapitalizar, mas o Estado não tem condições e até está impedido de fazê-lo por Bruxelas, a menos que reestruture a empresa, cortando empregos e rotas.

A privatização tem sido marcada pela oposição de alguns sindicatos e de grupos civis, obrigando o governo português na véspera a invocar o interesse público da “urgência” em capitalizar a TAP para reverter a suspensão da venda que tinha sido anteriormente declarada por um tribunal.

Neeleman é fundador da brasileira Azul e da JetBlue Airways, uma linha aérea de baixo custo baseada em Nova York, e Efromovich é o dono da colombiana Avianca.

A Parpública, instrumento para a gestão de participações em empresas em processo de privatização, disse, em comunicado, que irá proceder à elaboração de um relatório de apreciação das duas propostas agora recebidas, a fim de submetê-lo ao governo.

A análise tem um prazo de cinco dias, sendo que a TAP também terá de se pronunciar sobre o projeto estratégico.

Por Sérgio Gonçalves

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