June 12, 2015 / 12:08 PM / 3 years ago

Nações ricas mantêm impasse sobre eliminação de subsídios ao carvão

Por Barbara Lewis

El Hag Mohamed, de 70 anos, mostra mão suja de carvão em fábrica perto do Cairo. 07/05/2015 REUTERS/Amr Abdallah Dalsh

BRUXELAS (Reuters) - As conversações sobre a eliminação de uma forma de subsídio ao carvão terminaram em impasse porque o Japão, o país que mais recorre a esse mecanismo, liderou os pedidos por mais tempo, contrariando o compromisso feito esta semana pelo G7 sobre a redução do apoio financeiro aos combustíveis fósseis, disseram fontes.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), sediada em Paris, vem tentando há um ano chegar a um acordo com seus 34 países membros para a eliminação de créditos à exportação de carvão, o mais poluente dos combustíveis fósseis. Fontes próximas às conversações, falando sob condição de anonimato, disseram que as nações iriam rever a situação em meados do ano, antes das novas conversações, marcadas para setembro.

Um porta-voz da OCDE, que pediu que não fosse identificado, confirmou que o comitê de crédito à exportação planeja se reunir em setembro para aprofundar o debate sobre como “créditos à exportação podem contribuir para o nosso objetivo comum de enfrentar a mudança climática”.

A pressão para um acordo é forte, como também a oposição, especialmente do Japão, o maior usuário de subsídios que ajudam empresas como a Toshiba a vender tecnologia de mineração e carvão no exterior.

A França, que no final deste ano será a anfitriã das negociações sobre o clima da ONU, está pressionando por critérios rigorosos, enquanto os líderes do G7, grupo que reúne as principais democracias industriais do mundo, apoiou na segunda-feira uma meta de limitar o aumento médio da temperatura global a 2 graus Celsius.

Os líderes do G7 se comprometeram a eliminar os “subsídios ineficientes para combustíveis fósseis” e buscar o “progresso contínuo nas conversações da OCDE sobre como créditos à exportação podem contribuir para o nosso objetivo comum de enfrentar a mudança climática”. Mas isso pode ser interpretado como uma forma de permitir que os créditos à exportação continuem de alguma maneira. 

Reportagem adicional de Caroline Copley em Berlim, Susanna Twidale em Londres e Michel Rose em Paris

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