7 de Dezembro de 2015 / às 15:16 / 2 anos atrás

Hypermarcas prevê Ebitda de R$1,1 bi em 2016

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia farmacêutica e de bens de consumo Hypermarcas informou nesta segunda-feira que prevê Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 1,1 bilhão de reais em 2016.

A previsão envolve o Ebitda das operações continuadas, que incluem o segmento Farma, Preservativos e Adoçantes e excluem o negócio de Produtos Descartáveis e Cosméticos.

No ano até setembro, o Ebitda ajustado consolidado da companhia (incluindo negócio de descartáveis e cosméticos) foi de 862 milhões de reais, alta de 3,5 por cento sobre mesmo período de 2014.

Em nota a clientes, o Goldman Sachs disse que a previsão para 2016 parecia “forte” se comparada com a estimativa que vinha discutindo com investidores, da ordem de 850 milhões a 900 milhões de reais sem os negócios de cosméticos e fraldas.

No momento do anúncio da projeção, as ações da companhia estariam sendo negociadas a um múltiplo (EV/Ebitda) de 12 vezes, “que parece baixo para uma empresa farmacêutica”, disse o Goldman, citando que concorrentes globais são negociados com múltiplos de 14 vezes e em mercados emergentes, de 18 vezes.

“Assim, assumindo que os papéis sejam ajustados para um múltiplo de 14 vezes, deveria haver um espaço de alta de cerca de 20 por cento...assumindo 18 vezes, um espaço de alta de 50 por cento”, calculou a equipe liderada pela analista Irma Sgarz.

Às 13h06, as ações da Hypermarcas subiam mais de 4,5 por cento na Bovespa, a 23,72 reais, enquanto o Ibovespa ganhava 0,59 por cento.

A companhia tem um encontro com investidores e analistas de mercado nesta segunda-feira.

RECOMPRA

O Conselho de Administração da companhia aprovou nesta segunda-feira programa de recompra de ações e reafirmou seu interesse em vender o negócio de descartáveis.

Segundo ata da reunião, o programa envolve recompra de até 5 milhões de ações, que representam até 1,34 por cento do total de papéis da companhia. O prazo do programa é de 18 meses.

O Conselho ratificou ainda a intenção de venda do negócio de descartáveis, afirmando que poderá tanto aliená-lo como “buscar outras alternativas para a segregação do mesmo”.

A decisão ocorre pouco depois de a companhia ter fechado a venda de seu negócio de fabricação de cosméticos para a francesa Coty por 3,8 bilhões de reais.

A venda da unidade de cosméticos foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), segundo parecer publicado nesta segunda-feira.

Por Luciana Bruno, com reportagem adicional de Paula Arend Laier

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